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terça-feira, 3 de julho de 2012

E ONDE TUDO ISSO IRÁ PARAR ???

   A cada dia que passa mais aumenta a campanha pela internet atuando junto aos eleitores pelo VOTO NULO.
   Pela parte que me toca, eu, no dia da eleição municipal em outubro, nem porei os meus pés lá. Dias após a eleição, vou à minha seção e emito a guia para pagar a multa respectiva. Mas já não aguento mais esses políticos que estão aí.
   Os caras perderam a noção do que é Política, bem como o que é ser um político no Brasil. Escancararam geral. Se apossaram da coisa pública de uma forma avassaladora. Só legislam em causa própria. Ganham enormes fortunas a título de remuneração pelo cargo que ocupam no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.
    Parece não querer ver os absurdos que praticam em proveito próprio, mesmo sabendo que o povo, a cada dia que passa, mais explorado fica. Os salários no país são vergonhosos e quando há uma campanha salarial pretendendo um aumento da classe, os índices são ridículos e insuficientes para atender às necessidades do trabalhador que a propõe. Mas eles, os políticos, aumentam seus salários de forma abusiva e desrespeitosa.
    Junte-se a isso as imoralidades que ocorrem no Congresso, quase que diariamente. São escândalos em cima de escândalos, de todos os tipos e modos. E, até agora, o povo assistiu a tudo isso com uma neutralidade revoltante. Mas isso não pode continuar. Ou o povo se manifesta ou  vai ter que decretar a sua própria falência, haja vista que o seu dinheiro (salário) anda acabando a cada dia mais cedo e o mês continuando, acentuando o saldo vermelho nas contas das pessoas.
    Isso sem contar o inchaço nos quadros dos servidores púbicos nesses últimos anos. O que tem entrado de gente pela janela, com o conluio dos políticos, não está no gibi. A tal de terceirização é um tremendo de um engôdo para que as pessoas adentrem a esse universo. Sem contar o tal de estágio. São duas formas grosseiras que criaram para efetivar pessoas no serviço público, sem que tenham participado de concursos para admissão nesse serviço.

    O odor dessas maracutaias  já está insuportável e se espalhando por todo o país. Só não o vê e o sente quem não quer.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

E O TEMPO PASSA

   Hoje começou a contagem regressiva para o fim de 2012.
   A cada dia que passa parece que o tempo acelera. Parece que foi ontem o Natal, não é? E agora, já iniciamos o segundo semestre.
   Penso que com quase todo mundo anda acontecendo a mesma coisa: ontem foi Domingo e amanhã será Domingo de novo, tal a velocidade do tempo.
   E no grande centro, parece que o tempo passa mais rápido do que numa cidade do interior. É um corre-corre infernal que não se tem tempo para nada. Diferente do interior onde o tempo parece que não passa. Pelo menos na velocidade que pensamos que ele passe nas cidades grandes.
   E junto com o tempo vem as mudanças. E bota mudança nisso! Tudo está mudando. Principalmente as pessoas. E, interessante: estão mudando para pior. Ou não é? Claro que sim! É só olhar ao redor. É lobo comendo lobo. Mas será que vai sobrar alguém para contar a história. Penso que não.              
   Pelo menos os HDs estarão abarrotados de informações, quem sabe lá no futuro alguém os acesse e tome conhecimento do que aconteceu nos séculos anteriores. Nós, dessa geração atual, não tivemos nenhum HD para acessar. 
  Talvez seja por isso que andamos desbaratados, correndo atrás do que não sabemos o quê.
   

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A TURMA DO ALI BABA TÁ DE VOLTA

   Está estampada, hoje, na imprensa: "TSE libera contas-sujas". Só não vê (ou lê) quem não quer. Foram quatro votos a favor e três contra, no julgamento dessa questão. 
   Do que, ultimamente,  tenho lido, visto e ouvido (é um dos refrões que mais uso nesse blog), não é nenhuma novidade tal fato. Haja vista que há muito tempo sei que a justiça brasileira não anda bem das pernas, como se diz no popular, e que o crime já vem vencendo, aqui, não é de hoje.
   Isto fica configurado com tal decisão do TSE, desagradando à maioria da população que se mobilizou, através de milhares de assinaturas, no projeto
que culminou com essa lei que impede à pessoa com ficha suja, candidatar-se à cargo público, através de eleições.
   Mais uma vez estamos assistindo ao desrespeito ao povo brasileiro e que é perpetrado por pessoas que deveriam agir voltadas para atender à vontade popular desse mesmo povo. Mas, não. Concede-se condições àqueles que agiram mau em qualquer tempo, que tenham privilégios indevidos e possam concorrer nas eleições de Outubro, aos cargos municipais.
    Assim, fica difícil ao povo, acreditar que alguma coisa mudou nesse país. Afinal, a mobilização executada por muitos, no sentido de barrar essa gente criminosa, não deu em nada. E, ainda, querem que o povo acredite nessa justiça que está aí.
É o fim da picada. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

PRA FRENTE É QUE SE ANDA !

   Há algum tempo atrás, o jornal "O Globo" noticiou a morte em Paris do Embaixador Brasileiro Carlos Alves de Souza, e citava uma de suas afirmações ao dizer em 1962 que "o Brasil não era um país sério". Essa frase foi equivocadamente atribuída ao general Charles De Gaulle e ficou muita famosa entre nós. E anexo está um recorte desse jornal a respeito dessa notícia.
   Então, imaginem, há 50 anos atrás alguém emitir um conceito desses é o que podemos dizer que foi uma verdadeira profecia. De lá para cá pouco progresso houve nesse aspecto, haja vista que a coisa anda preta com relação à decência, probidade e correção de uma grande parte do povo brasileiro.
   Outro fator que chama à atenção é um país ter que criar lei que legisle especificamente sobre idosos, crianças, mulheres, pretos, dentre outras classes. São todos, sem exceção, cidadãos como qualquer um outro no país. Daí que o tratamento a todos deve possuir o caráter igualitário e abrangente, sem quaisquer distinções.
   E, como sabemos, mesmo havendo tais distinções nas leis, há ainda muito desrespeito a tudo e a todos. Frequentes são as ocorrências de desrespeito à cidadania que tomamos conhecimento através da imprensa.
   No entanto, o que mais se observa é que as autoridades desse país praticam e cometem muitos desrespeitos à própria lei brasileira, quando deveriam dar o primeiro exemplo. Daí que se verifica por parte do povo, um descrédito muito grande à elas.
   Talvez se possa explicar uma parte disso quando, em 1988, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, no Congresso Nacional, referindo-se aos seus pares Congressistas, afirmou aos quatro ventos que lá em Brasília "existiam 300 picaretas". Ou seja: denunciava ele que no próprio Congresso Nacional havia elementos perniciosos com relação à conduta nos procedimentos legislativos. E é onde se pode deduzir, por lógica, o porquê das leis casuísticas que existem no Brasil.
    Hoje, está na internet, que o Governo irá mexer nas futuras aposentadorias do brasileiro. E todos sabemos o que pensam e como reagem todas as pessoas que já estão aposentadas no país. A reclamação maior se refere à desvalorização anual que sofre uma aposentadoria, desde o início da sua concessão, não acompanhando os níveis que deve e se espera que aconteça normalmente. Isso não é uma coisa legal, já sendo denunciada por inúmeras pessoas experts em leis em nosso querido Brasil.
    Como já citei em outro artigo, há uma campanha virtual, que prega a anulação dos votos do brasileiro, já nessas eleições municipais de Outubro. Penso que o povo deve analisar com atenção e cuidado todos os candidatos que se apresentarem, mesmo no plano municipal, e saiba fazer a escolha certa ou, no mínimo, menos equivocada. Já será um ato de quem quer protestar contra essas mazelas que estão por aí nos causando muitos prejuízos em todos os níveis.
    Todas as perspectivas e prerrogativas dos políticos brasileiros nesses últimos anos, descambaram para um grau de indecência absurdo. Fazem leis em proveito próprio, aumentam seus salários de forma abusiva e desrespeitosa e nem querem saber como o povo fica. Mas este, não reage e permite à essa classe, locupletar-se diuturnamente do poder público em proveito próprio.
Isso tem que acabar.

terça-feira, 26 de junho de 2012

JOGADOS AO LÉU

   Penso ser um fator intrínseco uma pessoa assistir televisão diariamente. Desde novelas a noticiários. Com relação a este último, acredito que a maior parte delas não gosta do que vê. Creio, até, que muitas dessas pessoas fiquem chocada com o número de notícias desagradáveis que assistem. A maioria delas envolvem crimes e barbaridades diversas, fatos esses que tiram a serenidade de qualquer um.
   Pela parte que me toca, assumo que já não aguento mais assistir noticiários e reportagens desses fatos que circulam diariamente na imprensa. Principalmente as relativas a combates da polícia aos bandidos, bem como o órgão da Prefeitura que é responsável pelo serviço de retirada de pessoas abandonadas pelas ruas, os conhecidos mendigos.
   Periodicamente, a Prefeitura escolhe um lugar e efetua a retirada dessas pessoas da rua, levando-as para instituições que abrigam e/ou amparam essa gente, mas alguns dias depois elas voltam à mesma situação anterior. E já tive a oportunidade de conversar com algumas dessas pessoas que me relataram sentir-se melhor fora do que lá nessas instituições. As razões são várias, mas a que achei impressionante foi elas falarem que passam por muita violência entre elas mesmas, lá dentro, a ponto de uma queimar a outra. Daí que preferem viver do modo como vivem, nas ruas.
   Não sou psicólogo, assistente social ou qualquer outra função pertinente a esse tipo de serviço, mas como sou atento às coisas que acontecem ao meu redor, cheguei à conclusão que o trabalho que esses órgãos desenvolvem no tocante a buscar soluções para essas circunstâncias e as referidas pessoas envolvidas nelas, está aquém do necessário. A começar em descobrir o porquê dessas pessoas chegarem onde chegaram.
   Imaginem uma pessoa não ter um lar, uma família, um trabalho  e nem nada que lhes possa garantir uma vida com as mínimas condições de existência, de que forma ela pode agir a não ser criando problemas para as demais? Se perderam todas as referências e condições de uma vida normal, como podem agir diferente disso? Transformam-se em animais. E sabemos que os animais, hoje, paradoxalmente, são tratados de forma muito melhor que elas.
   Sabendo-se, também,  que a maioria dessas pessoas vêm de lugares distantes, quase sempre de outros estados , onde a vida lá não lhes dá quase nenhuma chance, o ponto principal nesta questão seria buscar alternativa de prepará-los durante um certo tempo, para fazer com que voltem para suas terras natais, possuindo melhores condições técnicas, digamos, para poderem ocupar uma vaga profissional lá onde estão as suas origens.
   Acredito que existam condições para uma alternativa como essa, bastando que a classe política volte-se tão somente para administrar as verbas destinadas a isso, de forma racional e honesta, sem promover desvios das mesmas para contas correntes fantasmas e paraísos fiscais, como tomamos conhecimento de fatos pertinentes à essas práticas, através da imprensa. Como diriam por aí: " É tudo uma questão de vontade política." 

"QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA"

   Uma das coisas que o ser humano mais gosta é inventar. E inventa tudo que pode. Principalmente neologismos. E não podemos esquecer um dos mais famosos, criado pelo Ex-Ministro Magri: o famoso "imexivel". Sendo que o último mais famoso e recente foi a tal de "sustentabilidade". Pelo menos em dois dicionários consultados não encontrei tal termo.
   É bom lembrar numa invenção quase recente, o uso do tal gerúndio na comunicação entre as pessoas, principalmente nos tais de serviços de telemarketing. Segundo alguns eruditos da língua portuguesa, esta prática é considerada incômoda. Ou exagerada. Os tais de "endo" e "indo" são vícios desnecessários.
   Já se diz que a nossa língua, o Português, é um dos idiomas mais complexos e difíceis de aprendizado. E isso é pura verdade, haja vista que entre nós são raros os que possuem uma articulação perfeita em suas comunicações (verbais ou escritas) no cotidiano. Sendo que dos maiores pecados verbais que cometemos são os famosos "cacófatos" e "pleonasmos". É um tal de "eu vi ela" e "saiu para fora", que é uma verdadeira brincadeira.
   E existe uma outra expressão, aí, que verifico ser usada de forma abusiva, digamos. É a tal de "a gente". E vejo seu uso comumente usado nas comunicações dos repórteres de rádio e televisão. Mas o maior absurdo é quando pessoas pouco letradas fazem o uso desse termo, usando o verbo complementar da oração,em plural. Por exemplo: "a gente fomos" ou  "a gente voltamos", É o fim da picada. Fico imaginando a postura e a reação dos professores Paschoal e Nogueira, assistindo tais coisas. Porque, ambos, através de programas em que participam, chamam, sempre, à atenção das pessoas para os erros comuns em nossa língua diária.
    Um outro vício muito praticado por muita gente é a tal de gíria. Penso que copiam essa prática do povo americano. E essa prática é mais acentuada nas regiões ditas perigosas ou atrasadas. Mas têm que se manter certa atenção nos regionalismos verbais, haja vista que as muitas regiões brasileiras possuem termos próprios e particulares por parte das pessoas dali, ao se comunicarem entre si no dia a dia normal.
    Pelo que sei, já existem dicionários específicos de gírias e regionalismos e que nos mostram as diversas formas de comunicação através desses termos entre as pessoas por esse nosso país.

domingo, 24 de junho de 2012

REMINISCÊNCIAS DOMINICAIS

    Existem algumas expressões que se praticam e que não condizem com a verdade. Querem um exemplo? Quando uma pessoa afirma que vai passar o fim de semana em tal lugar e que voltará na Segunda-Feira ao trabalho. Talvez essa pessoa não saiba que o Domingo é o primeiro dia da semana. Um outro fato muito engraçado envolvendo esse período é dizer que vai descansar no Domingo.
     Ora, pouca gente consegue descansar neste dia. Em geral é o dia em que se quer fazer muita coisa. Desde se divertir à arrumar algumas pendências na vida,  porque diz-se que durante a semana não se tem tempo para nada. Então, é muito comum, quando chega a Segunda-Feira, todos se dizerem exaustos com tudo o que realizou no Domingo.
     Não é muito engraçado isso? Eu diria que é um tremendo paradoxo existencial. O dia que é destinado ao descanso das pessoas, ser, também, o dia em que as mesmas mais trabalham ou se ocupam de algo durante muito tempo, causando-lhe cansaço físico maior que em outros dias da semana.
     E vocês já repararam que são nos domingos e feriados que nós mais gastamos dinheiro? É! 
     Mas a vida é assim mesmo. "Faz parte!" diria o BBB. 

sábado, 23 de junho de 2012

"NEM TUDO QUE RELUZ É OURO"

   Aviso aos navegantes, ou melhor, aos leitores: passei a estudar Alquimia.
   E antes que me indaguem, explicarei por que o estou fazendo.
   Diferente dos alquimistas da Idade Média, a minha proposta neste estudo (ou prática), não tem nada a ver em querer descobrir a pedra filosofal que transformaria em ouro outras substâncias.
    A minha intenção é muito mais modesta. Volta-se para descobrir a criação de um espelho onde ao mirar-se, as pessoas se depararão com a possibilidade de enxergar-se a si própria. Não no sentido comum de como acontece com todos ao mirar-se num espelho. Esse espelho possuiria propriedades especiais.
    É claro que isso causa espanto em quem lê o que aqui exponho. Ao mesmo tempo deve causar curiosidade por quê e para quê o desenvolvimento de um espelho com propriedades especiais, ficam todos indagando, não é? Simples. Neste espelho, ficaria exposta várias facetas humanas que as pessoas não conseguem identificar ao mirar-se num espelho comum, que só espelha a aparência física de quem o faz. Este espelho especial, digamos, reflitiria várias informações necessárias à conscientização que o povo brasileiro está precisando visualizar, conhecer e admitir.
    A primeira delas é ver o seu tamanho real. Aqui me refiro ao tamanho existencial. Aquele que mostra a triste realidade de um povo, que vive num país rico em recursos  naturais mas, infelizmente,  possui um povo atrasado mental, profissional, cultural e  politicamente.
    Está subjugado â ações de políticos desonestos e aproveitadores, que lhes impõe todo o tipo de situações vexaminosas, nos planos da saúde, educação, segurança e várias outras que bem sabemos.
    É escrachado diuturnamente com tarifas e impostos no plano do primeiro mundo, mas recebe remuneração de terceiro mundo.
    É servido pelas multinacionais estrangeiras (e até as nacionais), com serviços medíocres e de qualidades duvidosas.
    Possui um atendimento e prestação de serviços públicos dos piores. Com atendimentos precários por parte deles em todos os segmentos que existem no país. Sem exceção.
    Não possui uma formação técnica a altura daquilo que se precisa ou se espera.
    Não cumpre com a sua parte no que tange às obrigações de cidadão-contribuinte e exige só os direitos que diz ter, eximindo-se dos deveres a cumprir.
    Uma outra possibilidade de autovisão seria a pessoa pode mensurar o tamanho da sua incoerência. Esta talvez seja uma das propriedades mais marcantes do ser humano. Quase todos falam coisas que fazem e fazem coisas que falam, só da boca pra fora. Mentem com uma cara-de-pau sem limites. E pensam que conseguem enganar a todos.
    A insensatez também seria melhor observada nas pessoas através da visão desse espelho especial. Talvez fizesse com que elas refreassem seus ímpetos aventureiros, livrando-as de muitas circunstâncias desagradáveis e prejudiciais.
    E a desfaçatez? Essa, caramba, seria uma das propriedades mais espantosas se cada um pudesse ver o tamanho da sua ao mirar-se no espelho em questão.
    Olhem, de antemão vou logo avisando: os políticos ficariam estremecidos se olhassem através desse espelho. Fugiriam dele como o diabo foge da cruz. Mas, quem avisa amigo é: você, ser comum,  vá bem preparado para para mirar-se lá: o que verá, por certo, vai deixá-lo desnorteado e zonzo por um bom tempo. Depois, se você possuir autocrítica ou autoanálise, razoáveis, assimilará o baque e reagirá positivamente. É só uma questão de tempo. 
    Agora é torcer para que possa lograr êxito, ou torcer para que apareça outro alquimista que crie o tal espelho e esperar que coloque um preço acessível a todos. O que pode se tornar um entrave porque o brasileiro acostumou-se a produzir pouco e querer ganhar muito. Eis um dos nossos grandes problemas. 
    Assim, o círculo vai continuar fechado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

E LÁ SE FOI A RIO+20 EM 2012

   Nesta semana de Rio+20 andei mais perambulando do que trabalhando.
   Com esse evento, a Prefeitura decretou o famoso ponto facultativo aos servidores públicos municipais, provocando a quebra da rotina profissional na cidade, fazendo com que uma boa parte do povo não fosse trabalhar em suas atividades. E, diga-se, não sou servidor público.
    Daí que o ócio se fez presente para muita gente. E, como sabemos, isso é positivo de um lado mas negativo de outro. Deste modo, fica claro que sem trabalhar muita gente fica sem ganhar dinheiro, E isso não é bom para ninguém. Do outro, o lazer fica sendo uma ótima alternativa para muitos e as despesas também. No fim, salvam-se todos.
    De minha parte, de tudo que vi, ouvi e li, fiquei com a impressão que esse evento não correspondeu às expectativas da maioria, sendo que a frustração alcançou à maior parte das pessoas que dele participou. Sendo que uma grande parte dos que participaram, talvez nem o soubessem por que o faziam. Lembra a história de ouvir o galo cantar mas não saber onde o bicho está.
    Em 1992, Ecologia era o termo que mais se ouvia. Em 2012, o termo da moda foi a tão falada Sustentabilidade. E quando os repórteres em suas matérias indagavam ao entrevistado o que queria dizer tal termo, a maioria não respondia com precisão, demonstrando desconhecimento no que queria dizer Sustentabilidade.
    A grosso modo, isso quer dizer a prática da consciência coletiva em buscar manter em equilíbrio todas as coisas que existem no planeta. Devendo a população preocupar-se com o consumo de tudo, bem como a preservação de todas as espécies e tudo aquilo que está aí na natureza ao nosso dispor. Transmitindo e chamando à atenção para o cuidado que devem ter para controlar e conservar as propriedades que o mundo coloca ao nosso dispor para a perpetuação de nossa e de qualquer espécie na Terra.
    Como os resultados desse evento não alcançaram as expectativas da maioria, como já foi dito, cria-se uma nova possibilidade para daqui a vinte anos (ou menos), os países tornem a se reunir para continuarem buscando soluções para as dificuldades que apareçam e possam chegar a um denominador comum entre eles, encontrando maneiras que possibilitem uma gestão mundial conjunta para a administração de todas as situações que possam colocar em perigo a existência do nosso planeta.
     O que nos consola é saber que sempre existirão pessoas no mundo, que estarão trabalhando diuturnamente para a manutenção da existência do nosso planeta, faça chuva ou sol, aqui ou acolá,
Felizmente.
    

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O TEMPO NÃO PARA

   Ainda relacionando-se ao tema anterior, no tocante aos equívocos da idade avançada, ateio-me a um outro tipo de comportamento humano que observo ser mais comum do que parece. Refiro-me às ações que cometemos ou praticamos e que pensamos que conosco será diferente ao que aconteceu com o outro em algum tempo, ações estas que fogem ao nosso bom senso e/ou razão.
   Estou me referindo, por exemplo, ao envolvimento sentimental com pessoa de geração diferente da nossa. Digamos, uns vinte ou vinte cinco anos de diferença. No caso, quando uma das partes está na faixa de cinquenta ou sessenta anos e envolve-se com outra com vinte ou vinte cinco anos. E existem casos de envolvimento de pessoas com idades diferenciadas, maiores do que as citadas.
   Para ser mais exato, vamos nos reportar ao envolvimento de um homem na casa de quarenta e oito ou cinquenta anos, que se envolve com uma mulher de dezoito ou vinte anos. Este, nessa idade, ainda está dentro de suas condições físicas que o farão corresponder às ações sexuais que praticar, dentro do que classificaríamos normal, correspondendo às expectativas de sua companheira.
   Acontece que, no decorrer da vida, passados vinte anos ou mais, aquela pessoa de quarenta e oito anos ou cinquenta, já estará com uma idade avançada que o colocará fora da condição física que não lhe permitirá render sexualmente, nos mesmos níveis do início dessa relação, Neste caso, o tempo é implacável e agirá com rigor nessas circunstâncias.
   Daí que, pela parte da mulher, esta estará no apogeu físico, desejando ter seus instintos sexuais atendidos numa forma mais consistente do que ao que um homem já em idade avançada pode fazê-lo. Nisto, o que acontece? A insatisfação da mulher se fará presente de forma nítida e clara, havendo aí um desequilíbrio geral na relação, dando margem ao que todos nós sabemos: a infidelidade conjugal. No mínimo haverá a manifestação dela no que tange ao desagrado dessa situação.
   E o fim disso todos nós sabemos como se dará. Ela buscará outro homem mais novo, alegando que o companheiro atual não lhe realiza seus desejos sexuais no plano que espera e deseja, com isto causando um sério problema a este, pela perda da condição efetiva da companheira.
   E isto é praticamente uma regra no que acontece em todas essas relações. Sendo que o homem, ao ver-se abandonado pela mulher mais jovem, sentirá um baque muito grande, a ponto de desajustá-lo e até desequilibrá-lo emocional e pessoalmente, com reflexos em toda a sua vida, fazendo-o sofrer de forma intensa por muito tempo, com certeza. 
   Nestes casos, fica difícil ao homem entender tal situação, principalmente se a mulher, efetivamente parte para outra relação. Mas ele esqueceu-se que há vinte anos atrás ele havia deixado uma mulher, trocando-a por uma mais jovem e, nessa oportunidade, estará recebendo o que chamaríamos o troco nas ações da vida. Mas isso ele quase nunca buscará entender e muito menos aceitar. E é por isso que sofre ou sofrerá por muito ou por todo o tempo.
   Quiséramos que todos soubessem ler nas entrelinhas da vida. Muita coisa se evitaria e muita tragédia também. Mas o cotidiano nos mostra o contrário. A cada dia que passa, mais situações como essa  acontecem e é só aguardar o tempo passar para sabermos quais serão os seus desfechos.