Total de visualizações de página

terça-feira, 28 de novembro de 2017

EXISTE A POSSIBILIDADE DE UMA TRANSFERÊNCIA PLANETÁRIA DE SUCESSO?

    Enquanto se pode, faz-se necessário explorar todas as situações que se apresentam, com relação à existência humana neste planeta. E a propósito disso, há que se abordar sobre a possibilidade do fim dela em nosso planeta num futuro nem tão distante, como já afirmam alguns cientistas.
   As pesquisas espaciais vivem em constantes buscas pela existência de um outro planeta no cosmos, que permita a nós termos, lá, uma vida bem próxima da que possuímos aqui. E a existência de ar e água são fatores específicos nessa possibilidade.
   De cunho particular, vejo que tais possibilidades não se realizem, por diversas dificuldades em que esbarramos para tais mudanças planetárias. A impressão que tenho é a de que ao ser humano só será possível viver aqui na Terra e não em outro planeta qualquer do nosso sistema solar ou até fora dele, como especulam.
   As possibilidades de uma adaptação, ou até mesmo de uma readaptação, colocam sérios riscos à nossa existência fora desse planeta. Talvez daqui a mais alguns anos se chegue à conclusão de que só a alguns isso possa beneficiar e não à maioria dos habitantes que aqui vivem. São só conjecturas de alguém que não possui pleno poder e conhecimento, até mesmo para tais abordagens. 
   Mas a complexidade existencial humana nesse planeta em que vivemos, dá a entender que fazemos coisas que jamais teríamos que fazer. Isto porque o desenvolvimento tecnológico acentuado, tem promovido e provocado um paradoxo em nossas vidas. E na razão direta de tal evolução, estamos destruindo o próprio planeta.
   E por mais que tenhamos informações a respeito disso, parece que elas não chegam a conscientizar à maioria de nós, porque insistimos  em praticar atos nocivos à própria humanidade. E o primeiro deles é com relação à violência humana, onde se está cometendo atos que não condizem com os que a nossa espécie devesse praticar. O respeito às vidas não está sendo obedecido. No caso, aos humanos, aos animais e ao meio ambiente geral.
   Assim, fica difícil, mesmo, a continuidade de nossa existência no planeta. Já passou da hora da conscientização se apresentar para todos nós, para que tenhamos visão plena do mal que estamos nos causando. Mas talvez, essa hora nunca chegue. Quem sabe? 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

VISUALIZANDO O FUTURO EM NOSSAS VIDAS E NO PLANETA

    Penso ser uma lástima eu não conseguir nessa minha existência absorver todo o conhecimento que um ser humano deve possuir enquanto viver nesse planeta. E o interessante é saber que quanto mais vivemos e aprendemos, é de se imaginar que falte bastante coisa ainda a aprender. E o passar do tempo deixa isso muito claro.
    Mesmo que algum de nós consiga passar dos cem anos, e isto por enquanto ainda é raro, mas pelo andar da carruagem, daqui a pouco tempo isso será mais comum, mesmo assim ainda ficaremos devendo no tocante à sabedoria geral e total dessa vida.
    E é de espantar que a geração atual ande se manifestando de forma a dar a entender que sabe de tudo. Óbvio que sustentada por essa parafernália eletrônica que os alimenta e sustenta. Mas que não passa de pura ilusão, ao final. Isto porque nesses tempos modernos e atuais, quase tudo é descartável.       Daí que tudo de processa de uma forma tão rápida, que impede o registro mental definitivo em suas mentes, o que não deixa de ser surpreendente, porque o que sabem hoje, não o saberão num futuro, próximo ou distante. Não deixa de ser interessante tal processo.
    Mas se nos apegarmos aos tempos ditos idos, o acúmulo do saber nas pessoas era mais consistente. E não se pode descartar, por exemplo, que há um século ou mais para trás, as pessoas tinham domínio de mais de uma profissão. E o que se vê nesses tempos atuais é o inverso. E podemos citar a área médica, onde os profissionais estão desconsiderando o conhecimento geral do mister, especializando-se apenas num campo limitado. Não dá para se afirmar se é positivo ou negativo tal processo. 
    É óbvio que se tem que possuir a exata noção da passagem dos tempos. E com isso as mudanças acontecem. Em tudo e em todos. Só não dá para aceitar que a modernidade desconsidere os valores tradicionais da humanidade. E isso, infelizmente, está acontecendo.
    De outro modo, comparando-se os tempos, as gerações e tudo o que há nessa vida, pode-se observar que as mudanças que estão acontecendo no mundo, na vida e nas pessoas, a cada dia que passa aumenta de velocidade. Isto provoca e promove choques nas pessoas. Principalmente nas das gerações passadas e/ou anteriores, que não conseguem assimilar e/ou absolver tais mudanças, com naturalidade e atualidade, perdendo o ritmo delas.
    Enfim, é bem possível que tenhamos sérios acontecimentos num presente não tão distante. Porque todos esses processos que alteram tudo no mundo e na humanidade, causam-lhes um tremendo choque existencial. Daí que é ficar preparado, sempre. Para o melhor ou para o pior. 
    E encerrando tal questão, há que se afirmar que com tanta sapiência, os humanos já deveriam ter eliminado muitas das questões que ainda lhe são desagradáveis, nocivas e até nefastas. Situações estas que continuam a ocorrer e acontecer, trazendo muitas dificuldades a todos. Isto só coloca em dúvida uma situação: o ser humano é mesmo inteligente?

sábado, 25 de novembro de 2017

AFINAL, O QUE O SER HUMANO PODE ESPERAR DO FUTURO?

    A velhice é o fim  do caminho que foi percorrido por alguém durante toda a sua vida. Aqui no Brasil esta foi definida através de uma lei específica que define a idade de sessenta anos para que alguém passe a alcançar tal condição.
    Mas sabe-se muito bem que nesses tempos modernos as pessoas que alcançam tal idade, não se sentem e, muito menos, se consideram velhas. Porque a cada ano que passa, a expectativa de vida das pessoas tem crescido. E dessa forma, em décadas passadas, não era comum ver tanta gente alcançando idades acima de oitenta ou noventa anos, como acontece hoje.
    Com isso uma questão fica definida. Tem que haver a preocupação com a geração de emprego/trabalho para pessoas com sessenta anos ou mais. Mas é sabido que essa situação não é assim tão fácil. Neste país ainda não se alcançou a devida consciência em se respeitar um idoso. E a coisa se agrava pela existência de uma lei específica que os ampara e protege. Entre a teoria e a prática, há um fosso profundo e extenso.                                                        Robot 1
     Sob um outro aspecto, este autor pensa que uma pessoa que alcance uma idade muito avançada, mais do que setenta anos, tem um resultado final de vida que se pode considerar como castigo divino. E, claro, tal assertiva causa um certo incômodo em alguns ou em muitos. Porque dependerá da situação individual de cada idoso, para se saber se ele tem ou não uma vida sólida, ou garantida.
   Idoso
     E sendo o nosso país uma verdadeira miscelânea estrutural e conjuntural, onde a sacanagem prevalece sobre todas as outras coisas, ficar velho nele representa dizer "carregar uma cangalha super pesada". Isto porque para os idosos o mercado de trabalhe se restringe de forma absoluta, onde é difícil a eles encontrarem vaga de acordo com o necessário.
     Mas é importante dizer, ressaltar e frisar, que nesses dias e tempos modernos anda-se subestimando a capacidade laboral daqueles que a possuem de forma incontestável. Isto porque são oriundos dos tempos onde não havia tanto equipamento, ferramental e instrumental eletro digital como agora, o que facilita sobremaneira as ações e tarefas de quase todo mundo.
Robot 2
     Assim, a situação fica desigual ao extremo. Com um agravante: os jovens de hoje esquecem, ou não percebem, que daqui a algumas décadas, duas, três, ou mais, alcançarão, também, a velhice. Mas que é imprescindível contar com a colaboração, empenho, sabedoria e bagagem profissional, daqueles que estão com mais idade. Porque este fator é primordial em quaisquer circunstâncias.
     A impressão que se tem é a de que a modernidade está, sim, alijando o  próprio ser humano das ações do cotidiano. E a tal de inteligência artificial já está tomando conta de tudo e de todos, bem como, num futuro bem próximo, sejamos escravos dela. 
     Enfim, o tempo é que definirá e mostrará onde e como estaremos nós, os humanos, nesses tempos que virão. É aguardar para ver.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

UMA EQUAÇÃO DE DIFÍCIL SOLUÇÃO

    Aproveitando o mote do tema anterior, é para se citar a Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, brasileira, para abordar a respeito do muito que se vê em matéria de desempenho profissional no país. E aí temos que misturar tudo: privado e público.
    Em seu artigo 482, Letra E, está estabelecido que  negligência, má vontade, desinteresse, falta de exação no cumprimento do dever, constituem faltas graves no desempenho profissional, passivas de demissão por justa causa.
    Imaginem, um país onde grande parte das pessoas trabalham de forma a se enquadrarem nessas punições, mas que não são quase observadas pelos empregadores, que mantém em seus quadros profissionais, pessoas de baixa condição.
    Mesmo que tenha havido grande progresso em relação a tempos passados, pode-se observar que isso aconteceu mais, com relação ao ferramental, instrumental e afins, porque o trabalho laboral humano não chegou a acompanhar o progresso das máquinas.
    Numa outra matéria aqui publicada, citou-se um processo de engessamento, por parte de grande parte dos trabalhadores, principalmente na área pública, onde quase nunca se admite mudança em algum processo no fluxograma estabelecido, buscando melhorar o sistema ou o desenvolvimento de certas tarefas.
    Mas também pode-se observar com certa facilidade a rejeição de grande parte das pessoas em tentar melhorar por si mesmas. É muito comum não aceitarem nenhum tipo de sugestão a respeito de melhoria no serviço, tentando, pelo menos, uma ou mais alternativas. E isso faz com que não se avance técnica e profissionalmente, mesmo que ouçamos que existem novas ideias no país.
    O engraçado é ouvir falar em treinamento profissional. Por quê não surte efeito? Ora, tal iniciativa deve partir do próprio treinado em querer evoluir e melhorar sua performance profissional. Mas parece haver um bloqueio mental nas pessoas, que não buscam se interessar por um desempenho melhor. E nem devemos citar o plano de se alcançar o famoso grau de excelência, naquilo em que se trabalha.
     Aqui em nosso país formou-se uma equação muito complicada. E mesmo que se use termos dentro do padrão do "uso supérfluo de palavras", ela tem que ser apresentada dentro dessa forma: o brasileiro ganha mal porque trabalha mal?; ou trabalha mal por que ganha mal?
     Eis aí boas indagações. E quem souber, puder, ou quiser respondê-las, que o faça. Todos aguardamos ansiosos tais soluções.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

TEMOS É QUE RESSUSCITAR O FALECIDO MINISTRO BELTRÃO

    Penso que a minha sina é viver num país subdesenvolvido, o Brasil. Isto porque nasci e vivo nele, e isto já tem mais de seis décadas. Mas nunca me acostumarei com tanta coisa absurda que existe aqui.
     Hoje dirigi-me a uma agência do INSS, na estação do Méier, com o fim de resolver um imbróglio aparentemente simples que era a normalização da minha senha de acesso ao órgão. Já a possuía há alguns anos, mas recentemente ao tentar acessar tal site não o consegui porque a senha não era reconhecida por ele.
     Assim é que fui em busca da solução, mas que não o consegui. Porque logo ao ser atendido e relatar a minha situação, a atendente solicitou-me o número do meu CPF, e depois de algumas tentativas reconheceu que não possuía o devido domínio daquela ação.
     Então solicitou a presença e o auxílio de um outro funcionário que logo de cara ao saber da manobra, externou que não dominava tal tarefa. O que obrigou a atendente solicitar a presença de uma outra colega, e esta após sugerir à primeira que fizesse uma determinada ação, perguntou-me se a minha senha era antiga, o que confirmei que sim.
      Ela então disse-me que eu deveria agendar um novo atendimento através do telefone 135, apresentando-me três folhas de papel, que eu deveria preencher e juntar xerox da minha documentação e entregar nesse próximo atendimento.
      Eu ainda informei que já era, inclusive, aposentado no órgão, mas ela disse-me que não poderia resolver ali aquela situação, bem como não poderia agir de outro modo a não ser o que me apresentava naquele instante. E foi onde eu tive que me exaltar, dizendo-lhe que nessa área é sempre assim, os funcionários nunca podem e/ou sabem resolver as coisas de formas simples e objetivas, buscando sempre o uso exagerado da burocracia extrema e absurda. 
       Imaginem,  o conserto (ou atualização) de uma simples senha de acesso ao sistema da Previdência Social, requerer uma burocracia desproposital, principalmente para quem já está inscrito naquele órgão há mais de trinta e cinco anos, como eu. É o fim da picada.
       Mas isso só demonstra o baixo nível em que se encontra os servidores e o próprio serviço público nacional. A informatização nesse país parece que não serve para nada, porque tudo continua tão difícil quanto na época em que tudo era realizado manualmente. Fazer o quê?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

DE CRIMES E CRIMINOSOS ESTAMOS ABASTECIDOS POR DEMAIS NO PAÍS.

     Os últimos acontecimentos envolvendo prisões de políticos (deputados e ex-governadores) do Rio de Janeiro, mostraram muito bem como andam as coisas neste estado e, também, no país. Porque os últimos governadores eleitos desde 1998 estão presos. Só está faltando o sr. Pezão, que está super enrascado em outras situações.
    E por mais que saibamos que eles sejam culpados das ações que realizaram, temos que atentar para uma outra culpa coletiva que é a da população que os elege. Com o agravante de reelegê-los nos pleitos em que concorrem. Aí, convenhamos, já é demais. 
    Mas o interessante é vê-los acusarem-se mutuamente, como acontece com Anthony Garotinho, que faz declarações graves em relação ao Sérgio Cabral e outros, como se ele fosse um exemplo de dignidade. Haja desfaçatez para tanto absurdo. Principalmente para quem possui mais de um processo correndo na justiça, bem como condenação por formação de quadrilha.
    E mesmo que estejamos assistindo a muitas operações e condenações da Polícia Federal e da Justiça, respectiva e simultaneamente, ainda não dá para achar que o país mudou no que tange ao aspecto da impunidade. Porque Paulo Maluf, Renan Calheiros, José Sarney e vários outros, ainda andam serelepes por aí, livres e soltos, mesmo com condenações criminais em suas costas. O próprio Lula se enquadra nessa situação.
    A sujeirada e a imundície no país alcançaram um patamar absurdo. E tais situações sofrem percalços nas soluções porque o comprometimento de tanta gente dificulta certas apurações, bem como facilita aos envolvidos escaparem das muitas maracutaias em que se envolveram. Daí  essa morosidade toda que assistimos nos desfechos dessas circunstâncias.
    Mas a nós, cidadãos comuns, cabe manter a tranquilidade e esperar que tudo se resolva dentro dos modos e padrões necessários, cujos desfechos sejam todos favoráveis a nós, os brasileiros, em ver essas situações, se não terminarem, pelo menos caírem a níveis os quais possamos classificar como aceitáveis, se é que se pode classificar assim.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

AS CONSTATAÇÕES SOBRE OS ABSURDOS NO PAÍS FEITAS PELO BANCO MUNDIAL

    Ao divulgar um estudo com profundas análises sobre o Brasil, o Banco Mundial descerra uma cortina grossa e pesada a respeito de muitas e várias situações que envolvem o nosso país, e isto no plano estrutural e conjuntural, haja vista que observou pontos graves na situação brasileira.
     A primeira delas envolve a educação. Principalmente na área universitária, deixando nítido as distorções que existem nesse âmbito, mas que tal situação já vem se arrastando há muitas décadas, alongando e prolongando a metodologia infeliz nessa área, que privilegia muita gente que já possui status de primeira grandeza, em prol de acentuar mais ainda o desequilíbrio constante nesse mister.
     Num outro ponto, aponta outras distorções com relação ao trabalhador de área pública com relação ao da área privada. Estes, desempenhando serviços iguais  ou parecidos, recebem remuneração muito menor do que aqueles. Mas no decorrer do dia a dia no país, o que se vê são alegações diferentes, que colocam a área pública em plano inferior, salarialmente, com a área privada.
     É claro que não se pode aqui neste espaço discorrer sobre todos os temas que abrangem tal estudo/análise. Chega a cento e sessenta páginas aquele trabalho, mas que deve ser analisado por aqueles que tem a ver com tais assuntos, para que haja uma reanálise muito criteriosa a respeito, com o fim de se remendar, digamos, todos os rombos causados até aqui por gestões deficientes de quem até hoje administrou o país.
      Tudo isso, acrescido das práticas desonestas de tanta gente que administrou o nosso país nessas últimas décadas, talvez possa explicar a razão e o motivo de tanto revertério, então. Mas é claro que isto é só uma pequena parte de tudo o que precisa mudar e melhorar em nossa nação.
       Com os últimos acontecimentos ocorridos no país, desbaratando crimes e criminosos, com as respectivas prisões e condenações de muitos deles, é de se esperar que estamos em progresso para alcançar a moralidade no Brasil. E a população deve observar e conferir todas as ações judiciais que se proponham a esse fim. Porque no nível que chegamos, com o revertério moral atingindo níveis absurdos, é bom definir que a hora da mudança é esta. E que ela não tenha retorno.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

DE SERGIPE E DA CIDADE DE LAGARTO SÓ TENHO REGOZIJOS

    Em Março deste ano, quando estive em Sergipe, e na cidade de Lagarto, onde originou-se a minha família, fiquei sabendo da existência de uma pessoa, que é muito ligada ao pessoal onde fico alojado, de João D'Isaura, através de um de seus filhos, Avelar, que é muito íntimo de Euclides de Oliveira Santos, professor, escritor e historiador, ocupando a décima sétima cadeira da Academia Lagartense de Letras, ALL).
     Mas não cheguei a vê-lo pessoalmente e só conversamos através do celular, quando ele informou-me que publicaria um livro em pouco tempo. Disse-me que me presentearia com um exemplar. E agora em Novembro isto se deu.
     E de forma agradável, nesses dias recebi o livro, enviado gentilmente por um amigo irmão naquela cidade, José Rilton, o que deixou-me regozijado com tal atenção. Porque o livro, "Garimpando Lembranças", fala sobre coisas, pessoas e lembranças do autor, quando jovem naquela cidade, onde viveu e morou, parte de sua vida.
     E é regozijante  ler sobre alguns familiares meus que fazem parte da história daquela cidade, bem como parte da vida do autor do livro, Euclides. Como também ficar sabendo de muitos outros acontecimentos e personagens de lá, haja vista que tenho uma identificação profunda e imediata com Lagarto, mesmo não tendo nascido nessa cidade. Mas sempre que posso, passo alguns dias na mesma.
     Um historiador é um ser de mente profunda. Porque consegue guardar informações preciosas, as quais as propagará pelos tempos e espaços futuros, bem como às pessoas de tempos adiantes do seu. E isso é fundamental na história do mundo. Sem ele a tradição fica prejudicada.
     E mesmo que Lagarto e o estado de Sergipe sejam cidade e estado relativamente pequenos, em relação a muitos no país, são detentores de uma boa quantidade de pessoas de valor, que alcançaram reconhecimento no Sul e Sudeste, sendo reconhecidos como celebridades, principalmente na área da Educação e da Cultura. Sílvio Romero e Tobias Barreto foram alguns deles. 
     E eu, carioca de nascença, considero-me um sergipano lagartense de quatro costados, do que me orgulho muito, por ser a terra onde meus pais nasceram e que deu origem à minha existência e a de minha família.

sábado, 18 de novembro de 2017

"O SISTEMA CAIU": ETA FRASEZINHA INFELIZ, ESSA!

 
Parâmetro
substantivo masculino
  1. 1.
    padrão, regra, princípio etc. por intermédio do qual se estabelece uma relação ou comparação entre termos.
  2. 2.
    mat variável de caráter secundário cuja finalidade é especificar os objetos de um conjunto ou de uma família [P.ex., na família de planos ax + by + cz + d = o ; a, b, c e d são parâmetros.]
     
     
    Com a passagens dos tempos a humanidade vai sofrendo mudanças profundas no aspecto do comportamento humano. E esta talvez seja uma afirmação óbvia, haja vista que o temPo, como dizem, é o senhor da razão. Daí que, de geração à geração, quase tudo se modificará de um tempo para outro.
    Acontece que com esse mesmo passar dos tempos, sua velocidade também tem mudado assustadoramente, a ponto de causar situações altamente complexas. Principalmente no aspecto conceitual relativo a moralidade, o que se nos apresenta nesse nosso presente é e está muito diferente de outrora.
    Também podemos observar diferenças profundas no comportamento geral, principalmente no que tange aos jovens. Digamos que os que possuem idades abaixo de trinta e cinco ou quarenta anos, atualmente, não possuem a noção exata do que seus pais viveram nas décadas anteriores, quando jovens, também.
    Uma das diferenças acentuadas está na facilidade que os jovens encontram nesses dias modernos. Pode-se afirmar com tranquilidade que já encontraram tudo pronto em suas vidas. É de lembrar uma afirmação popular muito conhecida que diz: "casa, comida e roupa lavada". Mas pode-se acrescentar ainda um tênis de marca, um celular, um computador, etc... Mas pode-se acrescentar também, um imóvel, só para eles, para morar. Bancado pelos pais.
    Como sabemos, as gerações que hoje estão na faixa de idade acima dos cinquenta anos não encontraram nada isso. Até pelo contrário. Naquelas décadas tudo era muito diferente do que é hoje. Grande parte da juventude tinha que chegar junto na hora de arcar com as despesas, colocando a mão no bolso para inteirar o pagamento destas.
    Desta forma, pode chegar-se à conclusão que os jovens atuais podem saber até quanto vale tudo, mas não sabem quanto custa. Sim, porque há uma diferença profunda nessa situação. Uma pessoa ter uma responsabilidade todo mês de arcar com contas de despesas de casa, é tudo o que eles deveriam saber e arcar também. Mas não. Mesmo que trabalhem, não gastam um tostão a não ser só com eles mesmos. Assim, convenhamos, fica muito fácil.
    Mas não podemos esquecer do ferramental, instrumental e outras coisas modernas, que facilitaram o trabalho de todos nessas últimas décadas. E que antes ninguém dispunha disso. As tarefas e exercícios profissionais eram executados, em grande parte, manualmente ou por equipamentos mecânicos, no máximo. O que representava um peso tremendo neles. 
    É óbvio que alguns poderão classificar tais assertivas como pura tolice. Mas seria bom que os mais jovens pudessem, nem que fosse a título de uma simples curiosidade, saber como eram executadas as tarefas que eles hoje executam. Talvez assim não teriam e nem manteriam seus narizes apontados para cima, que é o que se observa nesses tempos atuais, achando-se os reis da cocada preta.
    Bamba hoje são os equipamentos que se usam nas tarefas profissionais que se processam, porque um programa de computador (um APP, por exemplo), absorveu quase que noventa por cento do que fazia-se anteriormente. E até mesmo as máquinas e equipamentos com os quais se trabalham, promovem facilidades que outrora as gerações passadas não possuíam.
    Dessa forma, de minha parte, sempre que vejo ou observo um jovem arvorar-se em alguma coisa acima daquilo que verdadeiramente é, faço questão de pô-lo a par dessas situações, explicando que a verdadeira qualidade profissional está em situações que existam ou não um processo moderno de trabalho. Porque quando falta energia elétrica em qualquer lugar, para-se tudo, não se trabalha. E uma das frases que mais se ouve é "o sistema caiu".
     
     

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ENVEREDANDO POR CAMINHOS PERIGOSOS E DESAFIADORES

    Ao ler a respeito de inconscientes, individual e coletivo, busquei analisar certas situações com as quais venho vivendo e vivenciando nessa minha existência terrena. E digo assim porque alguns afirmam que nossas vidas não acabam quando morremos. Dizem que o nosso espírito/alma se desprenderá desse nosso corpo, mudando-se para uma outra esfera existencial, sabe-se lá o que representa, na essência, isso dizer. Mas, claro, todos o sabem.
    Apesar de não acreditar, digamos, nessa teoria, não caio na asneira de fechar todas as janelas existenciais que nos cercam. Então, nem discuto a respeito. Pelo menos de forma profunda ou contundente. Com ninguém
     Mas os estudiosos que criaram e se debruçaram sobre a ideia da existência, em nós, do subconsciente, e que alguns ainda afirmam possuirmos o consciente e, também, o super consciente, se estendendo para a afirmação de que o inconsciente pode ser individual e/ou coletivo, nestas últimas afirmações pode-se entender que um é o complemento do outro, haja vista que a humanidade é coletiva, formada por bilhões de seres humanos. Daí que se cada um possuímos de forma individual, na vivência e na convivência com todos, formaremos a coletividade existencial. Porque a inter relação assim promove.
      Mas admitindo que há, sim, diferença entre um e outro, é bom nos apegarmos na primeira situação, do individual, para tentar se buscar certos entendimentos, com o fim de se poder explicar grande parte das mazelas humanas. Porque cada um de nós é detentor de grande potencialidade em cria-las, desenvolvê-las e expressa-las nesse nosso cotidiano de vida. 
       E dentro dessas situações, sabe-se da existência do ego em nós. Que é o agente principal das nossas ações, mas que, parece, o usamos quase sempre de forma distorcida e exagerada. Por isso esse montão de complexidade na vida de todos.
       Das várias propriedades e peculiaridades que o humano possui, uma das maiores é o exercício da mentira. E aqui se faz necessário dizer que esse processo se dá em mão dupla. Isso implica dizer que quando mentimos, o fazemos para lá e para cá, porque ao mentirmos para o outro, o estamos fazendo para nós mesmos. Numa situação quase que automática.
        Nessa nossa modernidade existencial presente, usa-se algumas figuras de linguagens. Sendo que duas delas são mais corriqueiras. A metáfora e o eufemismo. E nessa última é onde empregamos a falsidade entre todos, porque quando buscamos suavizar certas expressões, quase sempre estamos fugindo das verdades que elas expressam.
        Já na segunda figura, buscamos quase sempre comparações. Com fatos e atos. Entre uns e outros seres humanos. Daí que arriscaria dizer que a competição na humanidade, se apresenta por uma dessas situações. Porque esta é flagrante e concreta no nosso dia a dia entre todos. E seria correto dizer que vivemos em comparações entre nós, quase que o tempo inteiro.
         Mas nesses tempos do "politicamente correto", a criação de neologismos é intensa e constante. Onde quase que todo dia se criam palavras novas, que ainda não constam dos dicionários que existem até então. Só brevemente farão parte deles, por um processo lógico, digamos.
         E um dos que já existem e me despertam interesse e atenção é o 'mitômano'. Aquele ser que extrapola quase que todos os limites da admissibilidade racional. Este ser, mente de uma forma descabida e exagerada, mas cria histórias de ficções absurdas. E o faz com tanta perfeição, digamos, que em muitas das vezes consegue convencer àqueles com os quais convive.
         É claro que essa situação criará uma série de desdobramentos. E o
primeiro deles é que, tempos depois, ficar-se-á sabendo de que tudo não passou de enganação ou ilusão. Mas aí o estrago já foi feito e completado. E as vezes, ou quase sempre, não se consegue ou não se conseguirá consertar quase nada nessas situações.
         Enfim, isso é a vida. E todos nós somos os protagonistas e coadjuvantes dela, simultaneamente. Somos nós que criamos tudo o que está aí, de bom e de ruim, de bem ou de mal. É, sim, uma imperiosidade existencial, seja lá o que isso queira dizer, mas todos o sabem, com certeza.

*Em tempo: cabe uma explicação, ou justificativa, para a aplicação da frase "seja lá o que isso queira dizer". É apenas um estilo de escrita e desenvolvimento das ideias do autor. Mesmo que possa parecer coisa fora de propósito ou da lógica.