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quarta-feira, 6 de junho de 2012

VAMOS CURTIR UM SOM ?

   Já tive a oportunidade por diversas vezes de dizer que já sou um sessentão.
    Acredito que todas as pessoas que estejam nessa idade, com raras exceções, não se sintam como tal. Há sempre aquela sensação interior de estar mais jovem (ou seria jovial?). E é assim que eu me sinto.
    Quando rapaz, gostava muito de ir para os bailes aos sábados e/ou domingos curtir som. E o que isso queria (ou quer) dizer? É o fato de você estar lá para ouvir as músicas que rolam, senti-las na alma e aproveitar aquela aura de prazer e satisfação que uma boa música nos proporciona e nos faz viajar pelo tempo e espaço de nossas vidas.
    Do que observo nos dias de hoje, penso que a rapaziada não faz mais isso. Afinal, os tempos são outros, dizem. E os ritmos também. Lá pelos idos de 1970, rolava a tal de black beat, que, com nova roupagem nos dias atuais é mais conhecida como charme, E eu sempre fui aficionado por tal ritmo. Sempre gostei muito mais do lento do que do pauleira. Apesar que nesta mesma época (um pouco mais para a frente),  a fase da disco music (dance) virou febre. E também era da minha preferência.
    Já naquela época tínhamos ao nosso dispor equipamentos de som de ótima qualidade, os estéreos, oriundos do hi-fi (hight fidelity), ou seja, alta fidelidade. Esclarecendo-se aqui que o estéreo é um transmissor de som que usa dois canais separados para o som. Você pode ouvir a bateria numa caixa e a guitarra na outra, bem como a voz do cantor separada do instrumental.
    Pode parecer uma obviedade mais quero esclarecer que muita gente naquela época achava que duas caixas de som num aparelho, seria um som estéreo, o que não era verdade. Havia o monofônico. O som estéreo só é feito em equipamento com essa propriedade, provocando a divisão do som em dois canais. Sendo que nestes tempos modernos curte-se som num sistema quadrafônico. O som dos carros, hoje, são em quatro canais distintos, onde não se deve e nem se pode juntar os negativos de saída em uma só perna, como era feito antes.
    Mas este rodeio todo é só para dizer que os equipamentos de som atuais, são extremamente extraordinários (exagero à parte) em relação aos que tínhamos nos anos citados. A modernidade alcançou um padrão que não imaginaríamos chegar no que chegou e isso qualquer pessoa com mais de cinquenta anos pode confirmar para os mais jovens.
    Também a eletrônica e a informática juntas, provocaram uma revolução sonora em nossas vidas. E em vídeos também. Os computadores, eu costumo dizer, só faltam falar. Tal a variedade de recursos que nos oferece e proporciona. Isso, repito, não passaria pelas nossas imaginações quando jovens. Estes, hoje em dia, não fazem nem idéia de tal progresso porque já nasceram dentro dele. Eis a questão.
    De certa forma nós, os sessentões, nos beneficiamos desse progresso sonoro todo, porque a indústria sonora remasterizou uma boa parte dos discos e fitas de artistas de nossa época e os disponibilizou para que possamos ouvi-los nesses tempos atuais, e de uma forma muito melhor da que fazíamos naquele tempo.
    Daí que penso que os rapazes de hoje daqui à quarenta ou  cinquenta anos, podem passar por essa mesma sensação e situação que nós passamos hoje, e relembrem do início do século XXI, como lembramos um pouco além da metade  do século XX.

    A isso podemos chamar de viver a vida.

TEMPO BOM, TEMPO RUIM ! O QUE ESCOLHER?

   Enfim, o frio chegou. E a reboque trouxe a chuva. Ou foi ao contrário? Isso não muda nada, não é? Tem gente que gosta dos dois ou só de um. Existem outros que não gostam de nenhum. Faz parte! Eu gosto dos dois. Mas só se estiver em casa, no sossego. Andar pela rua num tempo desse não é fácil. Principalmente no trânsito. Assim sendo, tô fora!
   Então, é ficar em casa no bem bom e aproveitar o máximo, ficar à toa. Apesar que uma afirmação dessas não é verdadeira no meu caso. Pela minha natureza eu não consigo ficar à toa. Tenho que fazer algo, sempre. 
   Felizmente tenho computador e internet para navegar, me distrair e...trabalhar. É! trabalhar, sim. Com muita frequência fico transformando os vinis que possuo em arquivo digital. E isso não é nem fácil e nem mole. É, sim, um trabalhão daqueles. Mas como disse Sócrates, quem faz o que gosta não trabalha. E é isso que acontece comigo.
   Mas existem pessoas que se portam ao inverso. Costumam acordar muito cedo que é para que tenham mais tempo de ficarem à toa. Não fazem nada para ninguém. Como dizem, não sabem pregar um prego, sequer. Durma-se com um barulho desses.
   E hoje, uma quarta-feira, é véspera de feriado. Só que a chuva e o frio impedirão aos que gostam do ócio, viajarem para suas regiões ou lugares preferidos, fazendo-os permanecerem por aqui mesmo. Só aqueles que gostam dessas intempéries é que irão.  E ficarão mais felizes que um pinto no lixo.

Então, que aproveitem bastante.
    

terça-feira, 5 de junho de 2012

E O CAOS SE INSTALOU DE VEZ

   A cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1565. De lá até os dias de hoje já são 447 anos de existência, tempo teoricamente suficiente para que a cidade já estivesse completamente construída em sua estrutura física. Mas não é o que acontece. Com muita frequência, observa-se interferências em suas vias, bem como em muitas partes do seu imobiliário. 
   Nos últimos tempos, com a alegação de preparar a cidade para dois eventos futuros (A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016), o Governo do Estado e a Prefeitura da Cidade produziram e promoveram uma execução simultânea de obras que vêm causando um verdadeiro caos na vida dos cidadãos que nela vivem. É obra por todo canto da cidade.
   A mim me parece que mesmo com todo o planejamento em evitar transtornos ao povo, eles não lograram exito com as suas ações, haja vista que os engarrafamentos nos locais onde haja obras é desesperador.
   Em condições normais de temperatura e pressão o trânsito dessa cidade já é costumeiramente complicado em muitos locais. Mas agora, com essas interferências todas,   o caos se multiplicou por muitas vezes, desgastando àqueles que fazem uso dos logradouros da cidade em deslocamentos para o trabalho e mesmo ao lazer.
   O que acho mais interessante nisso tudo é a forma como esses executivos públicos em mandatos eletivos agem. É como se fossem os verdadeiros donos da cidade. Decidem do jeito e da forma que querem interferir na mesma, sem consultar a população se quer ou se interessa-lhes essa ou aquela modificação. E a última decisão tomada pelo Prefeito de derrubar o Elevado da Perimetral, pelo que consta, obedeceu a esse critério: não promoveu nenhuma  consulta pública à população para saber se aceitariam ou não a tal obra. Penso que o povo a recusaria, com certeza.
   Também existe uma questão que me desperta contrariedade: é saber que esse tipo de interferência, não é (ou não foi) motivada para atender unica e exclusivamente as necessidades do povo que aqui vive e sim aos turistas que para cá virão nas épocas desses eventos citados. E isso já aconteceu em 1992, quando daquela conferência  que a cidade sediou, recebendo os participantes da ECO 1992.
    Deram um banho superficial de obras na cidade, tão somente para agradar aos estrangeiros que aqui estiveram. E, por tabela, o povo beneficiou-se (?) de algumas dessas obras, mas que não foram muitas e nem lá essas coisas. E dessa vez está se dando a mesma ação. As melhorias que estão sendo planejadas e executadas voltam-se, outra vez, para atender às vontades estrangeiras e não diretamente ao nosso próprio povo. Usufruiremos delas por tabela, de novo.
    Ora, tudo isso acontece pela falta de seriedade dessa gente dos governos e pela indiferença e pouco caso do cidadão carioca e fluminense que não se manifesta a respeito desses absurdos. Sofre calado e permite a execução desses projetos que nem sempre são de seus próprios interesses.
     Em contrapartida, o que se observa nos hospitais, nas escolas e nas próprias ruas da cidade são muitas mazelas simultâneas. O dinheiro necessário para a melhoria global da cidade é gasto de forma desnecessária em obras que servirão de propaganda nos horários eleitorais dos partidos desses políticos que estão a frente dessas obras  incômodas e caóticas que somos obrigados a aturar.
Assim não dá !!!

("EU VOU PRA MARACANGALHA, EU VOU !"

   Como devem saber, a internet é um prato cheio. O que imaginarmos encontrar nela, encontraremos. Isso e mais alguma coisa. E como já informei, dou uma navegada legal lá. Daí que já nem me espanto mais.
    Mas confesso-lhes não me agradar do que vejo na maioria das vezes. É muita coisa absurda, fora de propósito. Mas teM gente que gosta disso. Eu prefiro assuntos e matérias com conteúdos mais elaborados e aproveitáveis. Coisa minha.
    O interessante é ver que a maioria das pessoas vive reclamando de tudo e de todos nessa vida mas não cuida de desviar-se desses absurdos que acontecem e existem no cotidiano nosso de cada dia. Na política, então, nem se fala. Mas em todos os assuntos que porventura levantarmos, encontraremos a famosa incoerência global.
    Desde o baixo nível cultural do brasileiro até o faz de conta no atendimento do servidor público ao cidadão-contribuinte (ou seria cidadão-comum), o que se vê é estarrecedor. 
    Costuma-se querer falar mal de profissionais alheios, no tocante à falta de competência e de ética. Mas há uma pergunta que não quer calar: Qual deles pode se considerar íntegro, capaz e ético? Lembra aquela história do Cristo e de Madalena ao ser apedrejada pela população. Nesta hora, o Cristo dirigindo-se a todos pergunta: "Qual de vós não pecou antes?". Na hora a debandada foi geral, não ficou um. Então, o mesmo se aplica aos dias de hoje. Mas mesmo assim "tudo continua como dantes no quartel de abrantes" . Mas por favor, livrem-me dessa. Eu só chamo à atenção das pessoas para os fatos que acontecem no nosso dia a dia e mais nada.
   É necessário que cada um se concentre em avaliar sua performance e conduta, principalmente no que tange à área profissional, para que possamos eliminar problemas graves que se verificam nesse mister. As áreas médicas, de segurança pública e educacionais, andam deixando a desejar muito. E há um comportamento dessa gente que têm que mudar: Deixarem de culpar a D. Dilma, O sr. Cabral e o sr. Paes (estes dois no Rio de Janeiro). Culpados são todos os que estão nas respectivas atividades e participam ou se omitem (o que dá no mesmo) nas mazelas que assistimos diariamente.
    Mas a displicência, negligência e incompetência não são próprias só das áreas públicas profissionais. Também acontece na área (ou atividade) privada. Os procons da vida que o digam. E todos devem buscar o porquê disso. (Apesar que devem já o saber). Só uma dica: agora em junho o Rio de Janeiro vai parar por muitos dias. A prioridade não é o trabalho e sim o lazer. É só cair feriado no meio de semana que uma grande parte do povo o enforca e se manda, voltando dias depois. Só que acontece uma coisa: reclamam que suas vidas nunca melhoram e as contas nunca acabam. E aí?



    Gostaria que os brasileiros atentassem para os alemães, japoneses e chineses. Eles continuam vivos e bem vivos, e com seus países esbanjando qualidade de vida (talvez o chines ainda não, nesse aspecto) e trabalham muito, dando-nos a certeza de que o trabalho não mata. É torcer para que no Brasil tenhamos maremoto, neve, terremoto e dias cinzentos na maioria das vezes. Talvez deixemos a praia, a cerveja e o Maracanã de lado. Quem sabe ??? O nosso bolso agradecerá, com certeza.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

E VOCÊ, É 'MUDERNO' OU RETRÓGRADO?

   Iniciei a minha prática em escrever num blog através dos  seguintes endereços: <www.tictaxi.blogspot.com>  e <www.conjecturasconscientes.blogspot.com>, sendo que no primeiro cessei de publicar textos em 19 de outubro de 2011 por me achar cansado de bater na mesma tecla. E no segundo tentei dar uma guinada na minha característica, buscando também mudar a minha linha de abordagens, variando abordar outros assuntos, de uma forma mais relaxante do que a linha normal que desenvolvo os meus artigos.  Mas pau que nasce torto não tem jeito, morre torto, já diz a letra de uma canção  que fez sucesso há décadas atrás.
   Cada pessoa nasce com características próprias e com o decorrer do tempo adquire outras mais. Sendo  que o que se absorve durante a vida, nem sempre é perceptível a olhos nús, como dizem. Ou seja: inconscientemente adquirimos outros hábitos que não percebemos quando e onde e de que forma o fazemos.
    Em geral, se a pessoa já possui uma natureza positiva, os novos hábitos caminharão no mesmo rumo. Caso contrário, os novos hábitos juntar-se-ão aos antigos, já viciados em ações ou atos negativos. O que no final, dá no mesmo, não é? Mas existem controvérsias.
    Pela parte que me toca, fui criado sob regime educacional rígido, lá pelo final dos anos 50 e início dos 60, do século passado, diga-se de passagem. Naquela época não havia moleza, o pau comia, mesmo. Era fazer fora do penico e já conseguia uma surra de correia (o famoso cinto de calça). A educação era primordial nas famílias. Sendo que hoje os mudernos são contra pegar-se numa orelha de uma criança malcriada e dar uma torcida, deixando-a vermelha. 
    Realmente existem diferenças profundas entre aqueles tempos e os tempos de hoje, os tempos mudernos (é muderno mesmo, com u, para chamar à atenção de todos para os modernismos contemporâneos (redundância à parte)). Como o mundo cresceu desenfreada e loucamente, houve a necessidade de se gerar trabalho (ou seria emprego) para o grande número de pessoas nesse mesmo mundo. Daí que foram sendo criadas novas profissões e funções para alojar essa gente toda, dentre algumas que estão aí para ganhar dinheiro dos pais despreparados. Mas naqueles tempos não havia nada disso.
    No entanto, o que se pode observar, comparando-se ambas as gerações, é que a de ontem não possuía os desajustes e desequilíbrios que a de hoje possui. Para quem é atento, é fácil observar-se a malcriação e a deseducação natural que as crianças de hoje possuem. Só não vê quem não quer. E parece-me que os pais de hoje não querem ver, mesmo. Fazem-se de desentendidos (e às vezes ofendidos), quando alguém lhes chama à atenção para esse fato.
     Inclusive, nos dias atuais, são as creches, as empregadas domésticas ou os avós que seguram as barras dessa gente (os pais atuais), ajudando-os na criação de seus filhos queridos (eles lá, longe,  e os pais aqui, perto). Assim, como costumo dizer, é mole. Dão-se as desculpas de que os tempos de hoje são outros e que os pais (ambos), trabalham em horário integral.
     O noticiário do dia está repleto de acontecimentos desagradáveis, trágicos e tristes envolvendo crianças e jovens em ações criminosas, até mesmo contra seus pais ou avós. Isso sem contar no uso indiscriminado de substâncias proibidas, bebidas alcoólicas e a prática de sexo, dando margem ao nascimento de crianças que não terão pais para ensiná-los e educá-los adequadamente e o fim disso tudo nós todos já sabemos onde vai parar.
     Enfim, os tempos são outros, mesmo. 


*Em tempo: ainda teria muito a abordar, mas fecho com uma última abordagem: as mães de hoje costumam transformar suas filhas de 8,9 até 13 ou 15 anos em mulheres precoces. Depois reclamam...

APRENDIZADO QUER DIZER O QUÊ?

   Está na minha página inicial do Orkut: " Sorte do Dia: Você não pode planejar o futuro pensando no passado".
   Quanta sabedoria, não é? Só que o criador dessa frase não deve entender nada da vida.
   Caramba !, diria alguém. Como é que você, tendo vivido já um tempo, tendo passado por poucas e boas na vida (a não ser que não as tenha passado, é lógico), não se lembrará, por exemplo, quantas vezes deu com os burros n'água? E, assim, poderá no futuro livrar-se de situações embaraçosas ou prejudiciais, tais como as já passadas anteriormente.
   Nunca devemos esquecer o passado. Bem como não podemos ficar agarrados a ele. Temos o presente e o futuro para viver e o façamos da melhor e mais segura maneira de o fazer, escapulindo, desviando ou evitando as arapucas em que nos metemos em tempos passados.
   Assim, teremos poucos erros em nossa caminhada e menos dor de cabeça que possa nos trazer sofrimentos diversos. O resto é prestar atenção em tudo e em todos e agir com determinação e vontade em todo e qualquer plano que queiramos desenvolver. O resultado virá através das escolhas que fizermos. Se certas, lucro; se erradas, prejuízo. Eis a questão ! 

domingo, 3 de junho de 2012

DOMINGO, DIA DE CONJECTURAS

   Nesses últimos tempos a minha verve literária tem andado  muito acesa. E eu que tenho este espaço para colocar as minhas considerações sobre todo e qualquer assunto, ultimamente o tenho feito com muito prazer.
   Quando alguém cria um blog, acredito que seja para externar seus conceitos, emoções, interesses, conhecimentos ou, até, aprendizados. Porque, como dizem, a vida é uma escola, e já que estamos vivos e vivendo as experiências que ela se nos apresenta, tornamo-nos alunos dela de forma imperiosa.
   No entanto, sabemos que em se tratando de alunos, há os adiantados, os medianos e os atrasados. E isso é que faz a diferença entre as pessoas. Nesta vida sempre haverá os bem sucedidos, os remediados e os sofredores. Isso quem determina, de uma forma geral, é a própria pessoa, através do caminho e das ações que escolhe para viver. Isto num plano geral, é claro, porque, como tudo na vida, há as exceções. Mas nós temos que seguir em frente de acordo com a regra geral e não com essas exceções.
   Quando mais novo, lá pelo tempo que possuía 30 ou 35 anos, eu vivia dentro de um raciocínio do que se classificava como um idealista. Comprava briga com os fortes em favor dos mais fracos. E confesso que tal reação era inconsciente, natural para aquela minha época de vida. E é claro que arrumei muita encrenca com muita gente. Mas no final saí ileso e inteiro de todas elas, felizmente.
    Mas o tempo passou. E com ele a experiência de vida avolumou-se e aprimorou-se, fazendo-me com que atentasse para certas situações e já não cometesse os mesmos erros cometidos no início da minha caminhada de vida. Afinal, como já dito, a vida é uma escola e devemos seguir em frente, buscando aprender tudo aquilo que precisamos aprender e tirar proveito desse aprendizado. A isso se chama progresso.
    Hoje eu já não exerço mais a mesma posição do famoso personagem de uma obra literária famosa chamada Dom Quixote. Não luto nem guerreio contra moinhos ou seja lá o que estiver pelo caminho. Não defendo mais os mais fracos, não do modo como fazia antes, espontaneamente. Porque entendo que nesta vida, a carga mais pesada sempre existirá e terá que ser carregada por alguém. Então é necessário que evoluamos com o único propósito de nos livrar de carregar as cargas mais pesadas. E, no caso, cada um que cuide de se livrar delas, ou das tarefas mais árduas, deixando-as para quem as merecer carregar.
    Quem segue a leitura das matérias que aqui exponho, deve ter notado que inconscientemente desempenho outra verve: a da pedagogia (e por extensão, a da didática também), haja vista que passo para o leitor as minhas experiências de vida, bem como os ensinamentos que absorvi e desejo que sejam assimilados por aqueles que vêm atrás, iniciando-se nesse mesmo caminho de vida e de aprendizado.
    Mas, lastimavelmente, o que tenho observado é quase que um paradoxo: apesar de nos tempos contemporâneos existirem as tão famosas mídias educativas, no entanto, a juventude de hoje aprende o que não deve e deixa de aprender o que deveria, Daí esse abissal de estupidez existente.
    E é isso. É duro e sofrido alcançarmos o plano da idoneidade avançada, tentando livrar os mais jovens das situações desagradáveis e sofridas que passamos e não logramos êxito nessa nossa intenção. Mas por que isso? Porque a vida é assim mesmo. São poucos aqueles que se propõem a ouvir os experientes que lhes aconselham; preferem aprender da forma mais dura, que é assim com que o mundo nos ensina.
   Vida que segue...   


*Em tempo: a minha luta prossegue e prosseguirá, sempre que alguém pretender trazer-me infortúnio ou prejuízo. Ou se tentar ferir a minha integridade (física e/ou moral).

"SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO"

   Aproveitando o texto anterior que faz citação à religião, vou tentar expor uma certa visão que possuo, com relação ao que a maioria das pessoas  vive apregoando por aí, com relação à existência de um ser supremo, Deus, que consideram como o Pai de nós todos, habitantes desse planeta, quiçá de todo o Universo.
   Nesses últimos tempos, tenho analisado todas as circunstâncias que me são possíveis e apresentadas a título de vivência, para  contraditar essa crença da maioria das pessoas que acreditam na existência de Deus. Há uma seita (se é que podemos assim classificá-la), cujo seguidores são conhecidos como Agnósticos, que pensa ser perda de tempo em querer mostrar a existência Dele, assim como o contrário: a não existência.
   O que posso afirmar é o seguinte: Se realmente existe um Deus no Universo e é considerado como onipresente e onipotente, e criou a humanidade, e o classificam como perfeito, cabe, aqui, algumas indagações e as colocarei a seguir:
     Primeira: Se Ele nos criou à sua semelhança, porque é que somos tão falíveis, a ponto de ter que passar por castigos em nossa trajetória de vida nessa planeta? Por que é que, quando nos criou, não o fez de forma absolutamente perfeita, para que não tivéssemos que passar por situações de infortúnio, infelicidade e sofrimentos os mais diversos? Dá-nos a impressão de querer brincar conosco, como se fôssemos sua diversão predileta, sabendo que somos falíveis ao extremo.
     Segunda: Por que é que dizem que o nosso organismo é perfeito se há três partes dele que, frequentemente, por diversas razões, temos que extirpá-las: as amígdalas, a apêndice e os meniscos? (dentre outras).
     Terceira: E por que não existe nenhum ser nesse mundo que o tenha visto de forma direta e concreta, pessoalmente?
      Quarta: Por que não permitir à raça humana saber, originalmente, a sua verdadeira origem, de modo que isso sirva de meios para eliminar muitas teorias sobre isso, razão pela qual deu-se origem à criação de muitas religiões e cada uma delas se arvora em dona da verdade, buscando atrair para si, todas as pessoas que buscam ajuda espiritual em socorrer-se?
      Quinta: Por que o mundo a cada dia que passa, apresenta uma situação nítida e clara de práticas desumanas por parte de um número de pessoas que cresce de forma desenfreada, mas que, apesar de saberem da existência Dele e de seus castigos, procede de forma arbitrária, esquecendo todos os ensinamentos que lhes foram ministrados desde a infância?
   É possível que existam muitas outras indagações pertinentes a esse tema mas as deixo para aqueles que quiserem se manifestar (contra ou a favor) através da possibilidade dos comentários nesse blog.
   Até gostaria de relatar um acontecimento que presenciei uma certa vez, ao almoçar numa pensão, onde sentam-se à mesa uma dezena de pessoas simultâneamente:
Um dos presentes conversava com um outro a respeito do sofrimento do Cristo e, inesperadamente, fez um comentário sobre sofrimento humano, afirmando que ele, o que falava, sofreu e sofre muito mais que Jesus.
    Daí que remeteu-me um pensamento sobre isso, raciocinando que o sofrimento de Jesus foi de apenas um dia, mesmo encontrando, ao final, a pretensa morte e que existem nesse mundo milhares de pessoas que passam por sofrimentos terríveis por anos e anos e ninguém (ou muitos) por isso dá fé. E isso sem contar o uso de parábolas e metáforas que são usadas pela Bíblia, para convencer a todos, mesmo sabendo-se que uma parte das verdades ditas por ela não consegue convencer a muitos.

    Para encerrar, penso que a máxima que o ser humano deve seguir é um ditado popular que diz: "Não faça aos outros aquilo que não quer que os outros lhe façam". A meu juízo, isso deveria ser uma Constituição Universal que deveria ser praticada e seguida por todos.   

sábado, 2 de junho de 2012

SE PUDERMOS NOS CONHECER A SI PRÓPRIO JÁ É UM CAMINHO


   Há alguns anos atrás frequentei uma instituição espírita/científica, onde era ministrado um curso de evolução mental consciente. Este curso tem por base duas propriedades, se é como podemos classificar o uso de religião (espírita) e psicologia, simultâneamente. Foi criado por um médico Angiologista chamado Joaquim Santos há, mais ou menos, 50 anos atrás.
   Através de uma matéria chamada Escada Evolutiva de Jacó, o estudo dividia e classificava a humanidade em nove degraus espirituais, descrevendo suas características mentais e comportamentais de uma forma muito interessante. E foi esse trabalho que chamou-me à atenção e à curiosidade, o que me fez permanecer lá por quase seis anos.
    O estudo da Escada, ensinava à pessoa se autoconhecer, bem como à todas as pessoas ao seu redor e convívio. Permitindo à ela, conhecer as características suas e de todos, onde, através desse conhecimento, aprenderia a evitar confrontos, dissabores e inconveniências com as outras pessoas, causando com isso a quebra da possibilidade de adquirir novos carmas para vidas futuras,
    Paralelamente à Escada, o curso conta com a parte psicológica, com base no trabalho de um médico-psiquiatra chamado David Fink, que viveu lá pelas primeiras décadas do Século XX (1920, aproximadamente), E era aí onde a pessoa aprenderia a fazer uma autoanálise, dando margem a mudar seus comportamentos inadequados observados e registrados nessa autoanálise, buscando aperfeiçoar-se em novos costumes, estes ditos positivos, que substituiriam os costumes negativos anteriores. Com isso, a pessoa teria uma vida melhor, eliminando, como foi dito, a possibilidade de adquirir carmas para vidas futuras e alcançar com mais rapidez o tão sonhado e esperado Reino Angelical.
   Mas voltando ao início, a Escada Evolutiva de Jacó descrevia degrau a degrau de uma forma simples e clara, identificando as características mentais e espirituais de cada pessoa, alcançando também mostrar a melhor atividade profissional de cada um. 
   De forma sintetizada, podemos citar o que e como a Escada classificava a humanidade nesta vida atual, através dos nove degraus:
   O primeiro degrau da Escada foi denominado de Degrau Básico. E aqui explica-se que o mesmo poderia ser conhecido como  o Degrau Zero mas, por razões lógicas, teve sua nomenclatura estabelecida daquela forma. A partir dos seguintes, obedeceu-se a ordem numérica, amplamente conhecida por todos. 
   Então, assim era a classificação espiritual, ou cármica, da humanidade e sua principal característica mental:
   Degrau Básico: possui mente dura, com instintos animalizados em função de ser recém presente no Planeta Terra. Tais pessoas são voltadas para serviços duros e pesados, o que, de grosso modo o classificaríamos como o carregador do Piano.
   Degrau 1 - um pouco mais evoluído do que o Básico, mas ainda possuidor dos mesmos instintos animalizados, mas com a característica  da tomada de conta da humanidade. Seriam os porteiros, policiais (que têm que receber ordens, executá-las sem titubeio) e todo aquele que deve cuidar de patrimônios, sejam físicos ou humanos. Em termos metafóricos, tomaria conta do piano sem deixar ninguém mexer no mesmo.                  
    Degrau 2 - Ainda, também, na vibração dos anteriores e dentro dos instintos animalizados, mas já um pouco mais evoluído que os anteriores, carrega características de consertar tudo o que se lhe apresenta. É capaz de desmontar qualquer coisa, mesmo não tendo prática anterior, mas consegue recompor esse mesmo objeto desmontado logo a seguir, guardando-lhe a mesma característica anterior. Só que em função dessa facilidade, quando negativo, costuma querer se apossar egoisticamente dessas mesmas coisas. Também é exímio em fazer um bom pé-de-meia. Seria o consertador do piano.
    Degrau 3 - A partir deste Degrau, a vibração já é em outra faixa e já evoluído num nível melhor que os três anteriores. O Estudo o classifica na vibração mental da consciência, diferente dos anteriores que vibram na mental inconsciência. As pessoas nascidas nesse Degrau possuem o dom da arte, da cultura, das festas, alegria e prazer profundo. Em geral a maioria voltar-se-á para se transformar em artista, cantor, músico e todo e qualquer profissional de áreas afins. Seguindo a metáfora anteriormente usada, seriam os que tocariam o piano.
    Degrau 4 - Como o anterior, vibra nessa mesma faixa. Mas possui propriedades destacadas. A primeira delas é a da liderança. Esse Degrau é o centro da Escada e está na divisa da vibração da mente consciente para a mente superconsciente, que é a partir desta fase que o ser humano terá percepções das coisas no plano astral. São aqueles que nasceram para comandar e mandar; ou organizar e/ou chefiar. É um líder nato e são pessoas que não gostam de ser contrariadas. Ai daqueles que o desagradarem. Cairão em infortúnio para sempre enquanto em suas relações. Dentro da metáfora usada, serão os maestros que coordenarão o toque do piano.
    Degrau 5 - As pessoas nascidas nesse Degrau tem como característica maior a instabilidade emocional em função da passagem da vibração consciente para a de superconsciente, onde adquirirão a percepção do lado espiritual nas pessoas, digamos. São chamadas dentro desse estudo de chapa quente. Nunca param quieto em lugar algum e são muito discutidoras e briguentas (no bom sentido). Ocuparão tarefas de cunho desafiadoras onde poderão expressar toda a sua eletricidade emocional. Podem se transformar em ótimos advogados pela fleuma que possuem. Mas quando cometem injustiça em seus atos, arrependem-se de forma imediata e pedem desculpas, logo. Choram à toa.
    Degrau 6 - As pessoas nascidas nesse Degrau já mais evoluídas espiritualmente que as outras, adquire características de ajustamento. São aquelas que só em olhar para uma criança, esta já sente que não terão facilidades. São ótimas para atuarem no  ensino fundamental, com crianças pequenas. Mas estão sempre ajustando os demais no cotidiano em função de sempre querer as coisas em sus devidos lugares.
    Degrau 7 - Essas pessoas já estão se aproximando do que chamamos de Reino Angelical, daí que 
se fazem presente na humanidade para harmonizá-las, eliminar todo e qualquer litígio entre elas. Busca entender a todos, mesmo àqueles que cometeram certos deslizes, buscando quase sempre desculpá-los por entender suas fraquezas.
    Degrau 8 - Tais pessoas nascidas nesse Degrau já estão praticamente na fronteira entre o Reino Humanal (ou hominal) e o Reino Angelical. São desprovidas dos desejos materiais, não dando valor a nenhum tipo de riqueza ou poder. Vivem a buscar ajudar àqueles que necessitam de tudo. São em pouca quantidade em nossos dias.
    E assim busquei explicar de forma muito sintética o estudo que citei, por questões de espaço e tempo, diferente do que acontece na Fraternidade que ministra o curso, onde as explicações são muito  mais detalhadas do que as que aqui exponho. Mas não posso deixar de informar que não se pode considerar nenhum Degrau como mais importante que o outro, haja vista que cada um de nós, obrigatóriamente, deverá percorrer todos eles em suas várias existências nesse planeta, em tempos distintos e não precisos, dependendo do comportamento de cada um nessa atual existência.
    E para os que quiserem conhecer a essência desse trabalho, cito que a Instituição chama-s "Deus Ti" e situa-se na Rua Barão de Ubá, 154/156 - na Praça da Bandeira - Rio de Janeiro/RJ e as aulas durante seis meses são feitas às quintas feiras no horários de 17 e 20 horas, com inícios nos meses de Janeiro e Julho, sempre a partir da segunda quinta-feira desses meses.
  

"HOJE TEM MARMELADA ??? TEM,SIM SENHOR !!!"

    Tenho convicção de que todos já leram ou ouviram a seguinte afirmação: "Seria cômico se não fosse trágico". Mas penso que se mudassem a ordem dos termos dessa mesma frase, tudo seria exatamente igual em seu conteúdo: "Seria trágico se não fosse cômico".
     Para quem navega na internet diariamente, costuma receber todo o tipo de mensagens. Acredito que a maior parte delas não carrega em si a importância que gostaríamos que contivesse. Mas, mesmo assim, penso ser de muita utilidade algumas delas que recebemos. Como essa que anexei a esse blog, mostrando uma pretensa reportagem de uma repórter do programa CQC, da Bandeirante, junto aos políticos lá em Brasília.
     Para quem possui um grau adiantado de consciência política, tal mensagem faz um mal extraordinário. Pelo simples fato de constatar o grau de desfaçatez de uma grande parte dos políticos brasileiros. É estarrecedora a situação que se constata lá em Brasília. 
     Mas de certa forma, só existe um culpado nessa circunstância: O Povo Brasileiro (a maioria no caso). Porque nenhum dos congressistas que lá está, foi para lá por livre e expontânea vontade. Foi, sim, eleito por esse mesmo povo. Daí que, por analogia, podemos entender que a idoneidade desse povo não corresponde àquilo que se espera dele.
     Mas esse mesmo episódio nos permite outro tipo de leitura. Segundo as informações que vieram juntas com o vídeo, tal reportagem não foi mostrada em nenhum informativo da Band, ficando fora por motivos que não vêm explicado. Deduzindo-se, daí, que a imprensa não age com lisura e clareza em seu trabalho de informar os fatos com precisão e verdade ao povo telespectador. (Imaginando-se que tal fato aconteça em todos os canais, como já todos devem ter recebido mensagens mostrando a omissão (ou o comprometimento) de outros noticiários da tv.).
     O interessante nisso tudo é o seguinte: Quando indagado a qualquer cidadão brasileiro em qual contexto se coloca com relação à sua culpa das mazelas dos políticos no Congresso, observa-se que a maioria esquiva-se de assumir sua cota, empurrando sua parte de responsabilidade para os outros. Foi, é e será sempre assim. A isso dá se o nome de ignorância.
      Então, existe uma pergunta que não quer calar: "Até onde isso vai?
Com a resposta o cidadão-contribuinte brasileiro.


*Em tempo: Neste blog há um espaço destinado a qualquer pessoa que queira se manifestar. Contra ou a favor.
Tenho dito !!!