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terça-feira, 11 de outubro de 2016

BRASIL: É ENTREVERO UM ATRÁS DO OUTRO.

   O nível de desmandos e falcatruas que o Brasil alcançou, dá bem a ideia da cultura que impera em nossa terra. Mesmo reclamando-se das mumunhas perpetradas pelos políticos, bem como de todos aqueles que estão no universo público brasileiro no que se trata de gestão. E aí inclua-se do maior ao menor personagem desse universo.
    Muitas das pessoas que trabalham no serviço público brasileiro, se locupletam de alguma forma dele. Nem que seja em desobedecer o horário de trabalho, até usar certas circunstâncias em proveito próprio.   Isto tornou-se normal ou natural.
   Mas nessas últimas décadas a coisa desandou de vez. Degringolou-se. A ponto de estarmos assistindo a horrores em matéria de maracutaias, mumunhas e que tais. E a Justiça Brasileira está tendo trabalho que até nem teve tanto antes. E, pior, envolve figurões da república e dos bastidores dela, com respingos no âmbito privado, também.
   Mas com o impedimento da D. Dilma Rousseff, retirando-a da Presidência da República, e a consequente ascensão do Sr. Michel Temer à ela, os problemas aumentaram no país. Primeiro pela recusa em aceitar essa ação, daqueles que são e estão ao lado da ex-presidente; e segundo, pela necessidade dessa gente manter seus privilégios. Daí este imbróglio formado, parecendo uma situação sem solução, bem como um círculo vicioso.
    Também não se pode desconsiderar que do jeito que a coisa está, é bem possível que o próprio Sr. Temer venha a sofrer turbulências judiciais. Porque fazia parte desse mesmo governo ora rebaixado. Então, isso anda estimulando os petistas e afins, a promoverem protestos, o que anda causando transtornos à população, bem como já deixa antever que a situação se agravará, doravante.
    E a semana já começou quente pela aprovação da tal PEC 241, e também tudo o que anda envolvendo as mudanças na educação do país. Os ânimos andam pra lá de exaltados, prometendo muitas discussões acaloradas, com reflexos no dia a dia da população, também.
    O péssimo de toda essa balbúrdia é ver a disputa de conceitos (mas de egos, também), onde cada lado acusa o outro de retrocesso político e estrutural do país. E enquanto discutem e brigam, a nação para, deixa de progredir, prejudicando a população. E isso, além de ruim, traz um custo enorme a todos. Só essa gente é que não vê.
    A única alternativa que temos nessas situações é aguardar o andamento de tais matérias. E torcer para que tudo se resolva de uma forma prática e rápida, permitindo ao país, retornar ao trilho da normalidade e do desenvolvimento total.

TEXTO FUTURO


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PARADOXOS, PARADOXOS...E PARADOXOS: VIVENDO A VIDA NESSES TEMPOS MODERNOS.

    A expectativa de vida do ser humano a cada ano que passa aumenta. Isso pode ser considerado até uma coisa óbvia, porque a tecnologia e a ciência vão avançando de uma forma quase que inexorável, sem deixar-se abater e desviar de seus propósitos que é melhorar a vida do mundo.
    Mas é aí que o bicho pega, diz-se no popular quando se quer mostrar que uma situação está perigando. Pois tal progresso, traz em seu bojo uma conta muito alta. E, paradoxalmente, ao mesmo tempo que um humano aumenta seu tempo de vida, também aumenta seus problemas, preocupações e desgastes. Sendo que o mental é o que mais se acentua. Apesar de que muitas das pessoas não possuem tal condição de observância. Melhor para elas.
    O número de doenças que existem nesses tempos modernos, é muito superior ao que existia em tempos idos. E aí a tecnologia mostra sua cara porque a criação de instrumentos e equipamentos de última geração, permite e facilita a leitura de uma série delas, o que não era feito em passado quase recente.
    Então, é muito comum uma pessoa dizer que é saudável e viver ingerindo remédios diversos ao dia. E com isso consegue vencer suas dificuldades físicas sem problemas. Outro paradoxo. Mas ninguém está preocupado com isso, tampouco o percebe.
    A velocidade em que se vive hoje, principalmente nos grandes centros, também é um fator muito interessante. Porque muita gente vive a dizer que não tem tempo para nada. Mesmo que possua uma gama de novas invenções que foram criadas para abreviar tarefas e serviços. Mais um paradoxo.
    E dentre muitos outros casos, a individualidade e a solidão, andam também causando problemas ao ser humano. Através das máquinas de comunicação, celulares e computadores, as pessoas até se comunicam. Mas sem contato direto como antes. E até mesmo em casa já quase não estão dialogando,.E até já o estão fazendo através de equipamentos modernos. Eis um outro paradoxo.
    Enfim, é melhor parar por aqui. Para poupar o tempo do leitor, não ocupar tanto espaço, mas também porque o autor precisa resolver seus problemas. Afinal, ele vive nesse tempo moderno, não estando fora desse contexto dessa matéria.
    E como dizem por aí....fuuuuuuuuiiiiiiiiiiii.

sábado, 8 de outubro de 2016

O FARDO A CARREGAR EM VIDA

    De uma forma geral as pessoas que seguem alguma religião, tem o costume  de dizer que alguém que comete um ato ou ação grave, seja ela qual for, será castigada por Deus.
   E dessa forma vai vivendo a humanidade, sempre temendo a esse Deus, que até dizem ser um pai misericordioso. O que já é um contrassenso. Mas não se quer aqui criar discussões a esse respeito.
   Até agora não se conseguiu determinar quanto tempo existe a humanidade. Chegam arriscar dez, vinte e até trinta mil anos, mas isso vai ser discutido por bastante tempo ainda.
   E seja lá quanto tempo é o dessa existência, ela já poderia andar muito melhor do que anda, convenhamos. Porque a cada dia que passa, a coisa vai piorando, e a olhos vistos. Só não vê quem é cego ou não quer enxergar.
   E nisso, criaram o fator evolução. Que, a grosso modo, abrange várias nuances. Desde a da espécie quanto de outras situações existentes no mundo. E é assim que podemos abordar a respeito da evolução humana.
   Sabemos que o homem passou por diversas fases em sua existência, chegando aos dias atuais de uma forma até surpreendente. E é assim que a humanidade se vê nos dias atuais. Mas que tal evolução e progresso, andam mais deixando a desejar do que outra coisa. Mormente no comportamento entre as pessoas, onde a individualidade anda imperando de forma imperiosa.
   Em contra partida, existe um número pequeno de pessoas que possui um grau de evolução e consciência bem maiores do que grande parte delas. E esses, carregam em si um peso enorme por isso. Porque sabem muito bem o quanto a humanidade desviou-se do caminho que devia seguir.
   Então, o que acontece é que essas pessoas sofrem. E muito mais do que aqueles que não possuem a mesma consciência delas. Tal fardo é pesadíssimo, não havendo nem a possibilidade delas o abandonarem. E isso só acontecerá numa só circunstância: a morte.
   Parece trágica tal situação. Mas aí é bom lembrarmos de um dos mais famosos filósofos que a humanidade conheceu: Sócrates. Ele preferiu a morte, a permanecer a viver e conviver no mundo em que vivia. E imaginemos que as problemáticas as quais estamos sujeitos nesses tempos contemporâneos, não eram as mesmas.
   Mas a humanidade, enquanto existir, produzirá muita coisa. Mas, pelo jeito, as piores são de sua extrema especialidade.
  
  

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

VIVER DE ESPERANÇA NO BRASIL JÁ VIROU VÍCIO

     Com a definição dos candidatos que se enfrentarão no segundo turno da eleição carioca para a Prefeitura, Crivella e Freixo já estão debatendo entre eles as perspectivas desse futuro governo. Sendo que pesquisas dão o primeiro na frente do segundo por 44 a 27 por cento.
     O número de votos nulos, em branco e abstenções foi alto, podendo a aumentar nessa última disputa entre esses candidatos. O que representa dizer que a população carioca não está a favor de nenhum dos dois. E isso implica no fato de que essa fração da população será obrigada a admitir um prefeito ao qual não elegeu. Mas em quase todas as eleições acontece isso. O que espanta é o número de eleitores que não votou no vencedor final.
     Um outro fato que chama atenção é o das perspectivas às quais a população estará sujeita. Porque esses dois candidatos são de linha daquilo que consideram populismo. Daí que a sobrecarga nas costas das classes média e alta sempre sofre um baque, porque é a que assume o custo das medidas populistas que qualquer governo promova.
     A bem da verdade, no Brasil essa situação se tornou muito grave a partir da ascensão petista à gestão maior à Presidência da República, na pessoa do Sr. Lula da Silva, e continuação com a Sra.. Dilma Rousseff. Foram criadas situações onde parte da população, a mais pobre, começou a usufruir de benefícios, antes inexistentes.
     Óbvio é que alguma coisa em favor dos mais pobres há que ser feita. Contudo tem que se observar certos aspectos. O primeiro é não viciar o cidadão a ser perenemente beneficiário do poder público. E segundo é manter um rígido controle desses benefícios, impedindo àqueles espertalhões se beneficiarem deles injustamente. 
     Segundo consta, há muita maracutaias nesse processo. Gente infiltrada e que recebe benefício, sem contudo fazer jus ao mesmo. E pelo que se acompanha pela imprensa, esse número de gente irregular não é pequeno. Isso sem contar que muita gente adquiriu casa própria por esses processos governamentais, não passando nem perto da condição de pobre, como condiz com a regra.
     Infelizmente aqui em nosso país, boa parte da população vive de maracutaias. Gente que não tem vínculo empregatício, nem nenhum registro em qualquer atividade profissional, mas que consegue ganhar dinheiro até em grande quantidade, sendo que não declaram ao fisco, bem como não recolhem um centavo sequer de taxa ou imposto ao Governo.
     Grande parte dessas pessoas sequer contribui ao INSS. Mas o número de beneficiários nesse instituto é muito grande. O que representa dizer que há maracutaias nisso também. E talvez esteja aí o descontrole que produz o desequilíbrio das contas desse instituto, que dizem estar deficitário a cada ano que passa.
     Infelizmente existe um grande número de distorções no país. E elas alcançam, por exemplo, os três níveis responsáveis pela gestão nacional. A imprensa nos informa diariamente o comprometimento com o crime, de muita gente nesses âmbitos. Daí fica muito difícil que possamos alcançar um padrão de lisura nas necessidades que o povo precisa para ter e ver o país numa linha de futuro feliz. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

NÓS JÁ VIMOS FILME PARECIDO (OU EXATAMENTE IGUAL)

    E não é que agora caiu-me a ficha? Sim, desde ontem passei a entender o porquê da declaração do prefeito Eduardo Paes aos jornalistas na semana passada, quando informou a todos que, assim que deixar a prefeitura no final desse ano, viajará para o exterior e permanecerá lá por no mínimo seis meses.
    É que ontem já começaram a espocar notícias, dando conta de que as finanças da Prefeitura estão em baixa. E isto já irá refletir nos pagamentos das remunerações e proventos do funcionalismo público municipal do Rio de Janeiro. E tal e qual está acontecendo com o Governo Federal, as contas estão pra lá de deficientes, em função, provavelmente, de má gestão financeira e econômica.
    E sem querer colocar lenha na fogueira, mas já o fazendo, diria que tais situações tem a ver com os últimos empreendimentos, tais como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, recém terminada em nossa cidade.  Mas também pela grande proximidade deste prefeito com o Partido dos Trabalhadores e o Governo Federal, nas pessoas do Sr. Lula da Silva e Dilma Rousseff, o que é público e notório.
    E mesmo que seja pura ilação, não há de se desconsiderar que tenhamos muitos escândalos com a gestão nova na prefeitura do Rio. Porque, assim como no Governo Federal, a situação encontrada pelo novo presidente, foi de causar muito espanto. E agora a conta a pagar pelo povo está saindo dos limites e do controle de todos.
    Inclusive, numa reportagem ouvida ontem, já foi ventilada por especialistas de áreas econômicas, que o novo governo municipal deverá criar e/ou aumentar os impostos que o cidadão paga/pagará a partir do ano que vem. Isto não é nenhuma novidade nessas circunstâncias, porque quase sempre em novas gestões executivas no país, faz-se isso, comumente.
    Acontece que o povo parece nem ligar para esses fatos e situações. E tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, paga a conta absurda que essa gente sempre cria sem reagir e muito menos reclamar. Tenho certeza que isto só acontece em nosso país. Pelo menos do jeito que é feito.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

"LEGADO": QUE ELE SE CONCRETIZE EM NOSSA CIDADE, O RIO DE JANEIRO.

    O resultado das eleições na cidade do Rio de Janeiro criou uma situação até de espanto, haja vista que os dois partidos que estão na disputa são de tendência esquerdista. Tanto o PRB de Crivella quanto o PSOL de Freixo, estão na oposição. Pelo menos teoricamente, diga-se.
    Aqui no Brasil a miscelânea partidária é extraordinária. E como o país é continental, os acordos que os partidos nacionais fazem, muitas das vezes vão de encontro às suas próprias premissas. E isso é até comum acontecer aqui.
    Mas no caso desses dois candidatos, ocorrem acusações mútuas, que os colocam na berlinda. Tanto um quanto o outro se comprometeram com situações complexas, mesmo que suas ações no plano municipal não possam alterar algumas delas, haja vista que existe o Congresso Nacional para legislar a respeito, o que é determinado pela Constituição Federal.
    No entanto, grande parte do povo não conhece tais detalhes. Então, a militância alimenta discussões sem propósitos, o que, ao final, acaba criando situações esdrúxulas, com reflexos  gerais. E isso, só causa uma coisa: Estas circunstâncias ficam desbaratadas. Eis a questão.
    A nossa cidade já deveria ter resolvido uma série de questões que ainda existem nela. E as promessas dos políticos durante uma campanha costumam prometer à população tais soluções. Mas isso quase nunca se dá. Daí que vai-se usando um processo vulgar muito conhecido que chamam de "empurrar com a barriga" as questões principais e necessárias a serem resolvidas.
    O atual prefeito, Eduardo Paes, teve dois mandatos para resolver grande parte dessas situações, mas perdeu-se em maquiar a cidade. E sua principal meta foi destruir o elevado da perimetral e transformar a orla naquela região em jardins e passarelas visuais.
    Oras, tal empreendimento realmente transformou aquelas regiões, tornando-as mais aprazíveis. Mas seria bom que a população procurasse saber qual o preço daquilo. E em ambos os sentidos, tanto no financeiro quanto no do sofrimento dela, haja vista que tudo foi transformado num tremendo caos, trazendo desgastes vários à população, que sofreu, e ainda está sofrendo, com as mudanças, principalmente no trânsito da cidade, que não será mais "normal", nunca mais.
    E o aspecto principal a ser observado nessas situações, consiste na quase falência da educação e da saúde na cidade, onde uma e outra anda capengando a olhos vistos, com profundos desgastes e prejuízo de todos. E que grande parte da verba gasta naquelas obras, segundo consta, foi desviada das necessidades básicas do povo. Mas estes reflexos iremos ver doravante, quando começarem a aparecer as mazelas daquele prefeito, pela ascensão do que será eleito daqui a pouco.
    Então, fica a expectativa popular no sentido de que o novo prefeito volte-se para resolver as pendengas antigas, principalmente nessas duas áreas citadas, para que tenhamos atendimentos aos alunos e doentes na cidade, no plano do que se gabolou até então com relação aos legados da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Em tempo: O termo "gabolou" nem existe no dicionário. É um atrevimento do autor do texto em criar tal neologismo, pedindo desculpa aos leitores, desde já.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

E ASSIM VAMOS VIVENDO

    As eleições de 2016 ainda não terminaram, porque em outras cidades haverá a disputa pelo segundo turno delas. Em sete capitais brasileiras acontecerá isso. Mas esse assunto contém bastante conteúdo para análise e estudo. Só que o povão não fará tal exercício, só os que estão envolvidos nesse universo, mas excetuando-se alguns que gostam de ver certas situações.
    A maior parte da população deveria se interessar nisso. Porque o estágio atual em que se encontra o nosso país, pede tal iniciativa e interesse. Pois há a necessidade de se analisar com muito critério a qualidade dos candidatos que concorrem a esses pleitos, bem como o resultado final para se saber quem foi eleito e quem ficou de fora.
    Mas também é necessária uma análise atenta para os que estão eleitos para as prefeituras do país. Mesmo que tenha havido alguma mudança nesses quadros, tal situação não representa uma coisa plena, a ponto de melhorar aos padrões que se quer o quadro dos vereadores nessas cidades espalhadas pelo Brasil.
     O que chamou atenção foi o número de abstenções, anulações de votos e os votos em branco. Desde São Paulo e Rio de Janeiro, outras cidades tiveram um alto grau nessas três modalidades de votos, sendo que tais montantes venceriam eleições em várias delas, o que chama atenção, sim.
    Então, os estudiosos desse mister, terão bastante conteúdo para explicar e também justificar o porquê desse acontecimento. Mas é claro que não se precisa ser especialista nesses assuntos para saber que a população está por demais desgastada com a ação dos atuais políticos brasileiros. Frisando-se, aqui, que esse processo vêm se alterando para mais nessas últimas décadas.
    Infelizmente a degradação política no país alcançou patamares absurdos e insustentáveis. E não há como mais se admitir tais coisas. Felizmente nosso povo é considerado como pacato. Mas isso não chega a representar a verdade dos fatos.
    Aqui o que impera e vigora, mesmo, é a falta de consciência quase que coletiva, acrescida de uma ignorância volumosa. Mas também não se pode deixar de citar que boa parte da população não age de acordo com a normalidade. O tal de "jeitinho brasileiro" é uma peculiaridade só do nosso país. E aqui muita gente é e se considera um "malandro", aquele que dá volta e pernada em muita gente, na maioria do tempo.
    E assim vamos vivendo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

E TEMOS QUE SEGUIR ADIANTE


    O Brasil nunca terá no planeta uma outra nação com a qual possa ser comparado. Aqui acontecem coisas que só a ele é peculiar e nem mais em
outro lugar do mundo.
    Com o resultado de parte da eleição de 2016, haja vista que muitas cidades ainda terão o segundo turno, já dá pra observar que alguma coisa mudou. Mas claro que nem todas elas possuem cunho positivo. E um dos fatos mais claros é ter um bom número de candidatos sem a menor condição empírica, digamos, de assumir o cargo/função, tanto de vereador quanto o de prefeito.
    O caso mais surpreendente talvez seja o da cidade de São Paulo, onde a população elegeu João Dória Jr, um candidato sem nenhuma prática de gestão, pelo menos do que se sabe, onde ele sempre foi um personagem de televisão, um apresentador.
    Mas óbvio que isso não é e nem será exclusividade dos paulistanos. Pelo Brasil à fora, essas situações podem ser consideradas comuns. E isto só demonstra a incapacidade popular, quando não analisam ponto a ponto certas candidaturas. E é assim que temos lá no Congresso Nacional, uma gama de maus políticos.
    No entanto, uma situação pode ser considerada positiva nessas eleições. A queda do Partido dos Trabalhadores, PT, foi fragorosa. Com isso, a nação se livra de um ranço maldito de populismo, que promoveu um tremendo agravamento nas economias nacionais, mas que esse partido, enquanto no poder, veiculou mentiras acentuadas sobre a situação de nosso país. E o resultado estamos vendo agora, com o desemprego assustando a nação, bem como ainda estamos sujeitos a abalos na ordem pública.
    De outro modo, há a necessidade de muita reflexão. Principalmente no sentido de não permitir que a situação se descontrole ou se degringole, porque o PT transformou o país num cabide de empregos, bem como em exercícios de benemerência coletiva, afastando o povo do principal foco de desenvolvimento que é o trabalho, transformando muita gente em dependente econômico do erário.
    Enfim, o próprio povo é quem terá de fazer a escolha certa, o que é complexo. Mas espera-se que todos saibam das consequências de uma má escolha. E o mundo está repleto de exemplos. E temos ao nosso lado, na América do Sul, a Venezuela, que anda em situação de caos total porque escolheu mal nas últimas eleições.

sábado, 1 de outubro de 2016

MAS SONHAR NÃO É PROIBIDO

    A sabedoria popular se manifesta de uma forma muito peculiar. Para isso criou os famosos ditados, que são frases que expressam ocasiões, sentimentos, circunstâncias, enfim, uma gama de situações. E hoje, 1º de Outubro, podemos empregar uma delas: "Mais uma batalha vencida. Mas a guerra continua".
    Isso porque terminou o mês de Setembro e já estamos no mês de Outubro. A um passo do final do ano de 2016. Mas as expectativas de todos não mudam. A esperança está sempre presente em nossas almas. Mesmo que grande parte delas não se realizem na forma esperada. Mas fazer o quê? Simples. Viver a vida. Ou continuar vivendo.
    A situação em nosso país não está nos dando chance de esperarmos boas coisas nesse futuro próximo. Em médio prazo e a longo, também. As turbulências políticas, econômicas e sociais, não estão em patamares agradáveis. E os reflexos disso já estamos vendo e sentindo com o aumento do desemprego no país. E da violência, também.
    E amanhã teremos as eleições municipais. Seria bom que começássemos as mudanças que precisamos no Brasil já por essas circunstâncias. Saber escolher o candidato que realmente esteja comprometido com as nossas premissas. Mas sabemos muito bem que não é tão fácil esse exercício.
    E nesses casos, teoricamente, é mais importante escolher bem no plano legislativo do que no executivo. Isto porque os vereadores são os que fiscalizam o exercício do prefeito, bem como criam leis municipais, que regerão os procedimentos da população. Mas tem-se a impressão de pouca gente sabe disso.
    Nessas últimas décadas, o ambiente político brasileiro alcançou um patamar de absurdo. Onde os que estão nesse âmbito, não se preocupam com a população, mas sim só com si próprio. E é onde se assiste aos maiores absurdos . Benefícios em exagero em causa própria, jogando as contas para a costas do povo, que paga sem reclamar.
    Aqui em nosso país existe uma lógica muito distorcida no que se refere à coisa pública. Quase que unanimemente, os que adentram a esse universo, sempre buscam tirar proveito dele. E de múltiplas formas. Mesmo que não metendo a mão diretamente no erário. Mas usufruem de situações que lhes beneficiem, mas que mesmo assim causam tremendos prejuízos à nação.
    Também é muito comum àqueles que estão no poder público, mesmo como simples agentes, sentirem-se mais importantes do que realmente são. E isso já faz parte da cultura tupiniquim. Seria bom que essa gente soubesse e percebesse que a banda não toca desse jeito e sim muito diferentemente. O agente público está em plano inferior ao cidadão contribuinte.
    A ação de um agente público é controlar e manter a legalidade de tudo e de todos, mas obedecendo certos limites. Não pode extrapolar. Bem como ao cidadão comum, cabe-lhe manter sua situação em dia, com a documentação sempre em ordem. Mas respeitar a lei é imperioso.  Infelizmente aqui em nosso país há situações esdrúxulas ao extremo. Ser relapso com relação à legalidade é um ato que muita gente promove no cotidiano.
    Então, é sonhar que um dia possamos nos dizer tão evoluídos quanto às populações de outros países, principalmente daqueles aos quais consideramos de primeiro mundo. Mas sabemos que foi, é e será difícil tal alcance e ocorrência. Mas sonhar não é proibido.