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sábado, 9 de junho de 2012

UMA RESPOSTA A UM EMAIL RECEBIDO

O texto a seguir foi de uma resposta a um email que recebi de um dos meus contatos virtuais e ao limpar a minha caixa eletrônica, deparei-me com ele nos rascunhos.
Até espantei-me com seu conteúdo por achá-lo muito profundo, se me permitem considerá-lo assim:


"Mas afinal de contas qual é a verdade? Cito a verdade verdadeira, aquela que é incontestável. E não aquela que pensamos que seja. Do que tenho visto, lido e ouvido (não necessariamente nesta ordem), não consigo saber dela. Dizem alguns que a verdade até machuca (às vezes). E ninguém gosta de ser machucado. Mesmo que tenha que ouvi-la. 
Do que tenho percebido, observo que a verdade já está ausente do próprio lar das pessoas. Os pais, principalmente nos dias de hoje, não contam as verdades para seus próprios filhos. Agora, imagine, se qualquer pessoa será verdadeira com o seu interlocutor?  Quase nunca, sempre, lhe direi. (esta frase parece-me uma antítese (rsrsrs)).
Lembro-me de já ter desenvolvido um texto no meu blog falando de um termo que se enquadra nesse assunto: a desfaçatez.
Verifico, na minha percepção, que a maior parte das pessoas (eu diria quase a totalidade) é um agente da desfaçatez. Não tem a coragem de dizer ao outro a verdade que o outro deveria saber. E eu gostaria de saber porque não o faz? Seria medo, covardia? Eu penso que sim. Mas, também, imagino que seja falta de capacidade por saber que daquele instante para a frente, não teria mais a pseudo-amizade desse amigo. E isso pode ser considerado como coisa impensável. Que este poderia saber que é uma porta que se fecha em sua existência.
Mas, para nossa felicidade, muitas portas existem na nossa trajetória de vida. É só olhar lá adiante. Mas parece-me que quase todos são míopes. E isso tudo é um detalhe tão pequeno. Não modificará nossas vidas, nunca. Ou então talvez.
Como seria bom que todos enxergassem bem. Tudo, com certeza, seria diferente.
Pelo menos comigo, gostaria que as pessoas me dissessem a verdade sempre que eu as precisasse ouvir. Tenho treinado para não ficar machucado por isso. "

DE BLOGS E COMUNIDADES NO ORKUT

   Hoje à tarde, com o tempo frio e chuvoso como tem estado, acessei a minha página no Orkut. Esta página foi uma das primeiras coisas que criei após adquirir um computador e passar a acessar à internet.
   Então, na oportunidade,  criei a minha primeira comunidade a qual dei o pomposo nome de "EU SÓ CONVERSO ASSUNTO SÉRIO". Daí que, pegando gosto pela coisa, criei outras: "POLITICAMENTE CORRETO? TÔ FORA !!!"; "A PSEUDO INTELIGÊNCIA HUMANA", e por aí em diante.
   Mas isso me fez chegar à uma conclusão: todo e qualquer assunto que não contenha sacanagem e besteira não faz sucesso na internet. Mesmo que seja de assunto relevante, se for sério estará fadado ao ostracismo. Acreditem se quiser. O mesmo se verifica num blog como esse.
   No entanto, não estou preocupado em alcançar sucesso nem agradar seja lá a quem for. A idéia e manutenção desse blog se dá, tão somente, pelo prazer e vontade de externar pensamentos, opiniões e teses que eu tenha no meu cotidiano e que me estimule a expressá-los num espaço como esse.
   Fico satisfeito quando recebo manifestação de alguém sobre o que está exposto no blog (positiva ou negativamente), desde que mantenha o nível de racionalidade que se espera de uma pessoa discernida. Se por acaso alguém se manifesta contrariamente mas entra como anônimo, não dou a mínima atenção.
   O autor de um blog, por mais simples que seja, acaba saindo do anonimato, querendo ou não, porque seu espaço viaja pelo mundo, mesmo que tenha pouca visibilidade das pessoas. Já tive a oportunidade de ser acessado na Europa e Estados Unidos (por brasileiros, com certeza), e já recebi proposta para receber links de outros blogs, com oferta de remuneração. No entanto, ainda não penso estar preparado para enfrentar tal empreitada.
    O fato engraçado nisso tudo é que, despretensiosamente, criei o primeiro blog, no qual postei mais de duzentos artigos lá. Depois criei o segundo, tentando mudar a linha inicial do meu trabalho e logo a seguir criei o terceiro, que é este, dando sequência ao meu modo e estilo de escrever que é o da minha característica séria de ver as coisas ao redor, criticá-las e buscar chamar à atenção das outras pessoas para o que percebo e acho estar fora do lugar.
    Já com relação às comunidades no Orkut, larguei-as de mão. Não dei seguimento ao trabalho iniciado, voltando-me para o blog atual onde venho tentando manter um nível de continuidade na publicação de textos de forma frequente. E, confesso-lhes, estou pegando jeito pela coisa. Sendo que com a continuidade disso, os textos têm apresentado fluidez com certa facilidade.
    Assim, espero continuar escrevendo tudo aquilo que me venha despertar interesse e/ou curiosidade e me faça sentir que estou trabalhando em prol de um mundo positivo e que eu tenha a certeza de estar cumprindo a minha parte naquilo que me toca e na minha pequena parcela de responsabilidade nesse nosso mundo.
    Um agradecimento especial àqueles que me concedem a atenção na leitura desse meu trabalho. 

BIZARRO OU SURPREENDENTE?

   Em pleno século XXI ainda tomamos conhecimentos de fatos bizarros e surpreendentes como o da chinesinha Liu Jiangli, de seis anos de idade. Esta reportagem está no "O Globo" digital, hoje.
    A menina foi abandonada na creche aos dois anos pelos pais, que a rejeitaram por ela ter nascida com quase 60% do corpo com a pela preta e áspera, dando margem a ter a doença hipertricose universalis.
    A avó de uma prima a recolheu e passou a criá-la, depois de várias tentativas de encontrar os pais originais, através de busca pelo jornais, fato que não aconteceu.

    Salvo a aparência diferente que apresenta em relação às outras, a menina é uma criança normal igual às mesmas. Mas em virtude da presença de parte da pele na cor preta. tem dificuldades de conseguir amizade entre as demais, que estranham sua aparência.
    Este não é um caso isolado apresentando pessoas que tenham esse tipo de situação com relação à cor da pele ou manchas. Algumas inclusive nascem com manchas avermelhadas e com formato de objetos, chaves como exemplo. As explicações são muitas mas não chegam a esclarecer esse tipo de fenômeno.
    Naturalmente que um fato como esse deve causar vários tipos de problemas a quem o possui. O principal deles é o preconceito. Mas a reboque vem o recalque e o complexo de diferença. O que é normal.
    Mas um fato chama à atenção: existem pessoas que nasceram com seus corpos ilesos de quaisquer sinais ou manchas que, quando chegam à certa idade, buscam fazer as conhecidas tatuagens. Alguns chegam a exagerar, cobrindo o corpo quase que totalmente com elas. Uns, inclusive, acrescentam penduricalhos nas orelhas e até no nariz, transformando-se em figuras bizarras e grotescas. 
Durma-se com um barulho desses.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PÉROLAS OCULTAS

   Atenção minha gente,amanhã é Sábado. Se vocês gostam de assistir bons programas de tv quero sugerir-lhes que assistam ao programa do Raul Gil, no quadro chamado "Mulheres Que Brilham". E antes de tudo quero dizer-lhes que se preparem para assistir o que é surpreendente em matéria de apresentação de cantoras.
   Esta parte do programa traz mulheres cantoras brasileiras que são consideradas amadoras ou iniciantes, nenhuma delas sendo conhecida no plano nacional. No entanto, afianço-lhes que é a fina flor do que se pode considerar cantoras. 
   Como já dito, o surpreendente são essas mulheres possuírem o nível musical que possuem e não estar no plano nacional de artistas de fama. Como conseguiram permanecer no ostracismo musical até essa data, mesmo sendo cantoras de altos níveis,até bem melhores do que muitas que estão aí nas paradas de sucessos, sem possuírem a mesma qualidade artística que elas?
   Num artigo anterior que coloquei no outro blog que possuo o qual cessei de publicar lá, já havia comentado a respeito do programa do Raul Gil. Apesar do formato ultrapassado em que apresenta, digamos, nos brinda com novos cantores (entre jovens e adultos) da melhor qualidade possível. Há uns anos atrás, apresentaram-se nesse programa, em dias distintos e quase na mesma época, dois candidatos (Lyriel e Rinaldo) que causaram uma grande surpresa quando de suas apresentações, revelando-se (ambos) artistas que não devem a nenhum outro no plano internacional. Inclusive ambos cantam músicas clássicas e estiveram na Itália se apresentando para a platéia de lá.
   Infelizmente o brasileiro ainda não alcançou a percepção necessária que necessita possuir para distinguir que temos pessoas em nosso país (e muitas delas) capazes de competir de igual para igual, com possibilidades de o fazer melhor, com artistas internacionais que são sucesso no mundo.
   Posso citar, por exemplo, o nosso querido Chico Anysio, falecido recentemente. Um outro artista de enorme potencial é o Moacyr Franco. Sendo que esse, ainda vivo, não é devidamente valorizado como o deveria ser. Infelizmente. Este artista é cantor, intérprete, autor, comediante, diretor, dentre outras performances. No entanto não é reconhecido pelo público brasileiro como deveria sê-lo. Uma pena.
   E assim é. Em todos os seguimentos temos pessoas no nível de excelência, que não devem nada aos que estão no exterior. Mas existe um bloqueio invisível que impede que esses valores se exponham para nós e fiquem no anonimato ou no ostracismo, como já dito. Enquanto isso, somos obrigados a engolir alguns que estão aí se apresentando nos gugus e faustões da vida.
Vida que segue. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

E VIVA O BESTEIROL NOSSO DE CADA DIA

   Durante a tarde de hoje, sem qualquer alternativa a que não fosse ficar em casa mesmo, liguei a televisão e deparei-me com o programa Tudo a Ver da Record.
   É um desses programas de variedades, onde exagera em mostrar as celebridades tupiniquins e estrangeiras. Mas vou logo avisando aos leigos: preparem seus estômagos para isso, porque o mesmo provocará em você uma série de sintomas: náuseas, vômitos e contrações. Isso no caso de você ser uma pessoa quase normal. Daí que veio-me a idéia de criar uma instituição onde pudesse ministrar cursos de habilidades cotidianas para viver nos dias atuais.  
   Sei de antemão que serei classificado como um pretensioso. Na melhor (ou pior) das hipóteses um presunçoso, por achar que posso alcançar sucesso numa empreitada como essa. É óbvio que a intenção primeira é a da brincadeira, haja vista que o nível da maioria das pessoas existentes nesse planeta, está aquém do que se espera sobre aqueles que se consideram pessoas inteligentes. Fosse diferente disso e todos veríamos coisas melhores no tocante a comportamento humano.
   Costumo dizer que nos dias de hoje as referências morais são muito diferentes das que possuíamos em tempos idos, em outras gerações. Uma delas (e muito marcante) era a cara vermelha de vergonha, quando alguém passava por algum vexame, o que hoje chamam de mico. Se isso acontecesse, a pessoa ficaria envergonhada por vários dias e não buscaria sair a público com a facilidade das que hoje saem nessas mesmas circunstâncias. 
   É de admirar que isso aconteça com tanta naturalidade. Não se dá a mínima importância para a tão famosa vergonha na cara. Esses BBBs e Fazendas da vida, dão-nos a exata medida do que é a realidade do comportamento humano em geral. Sendo que, aquilo, os reality-shows, representa a essência comportamental da pessoa, hoje. Propriedades como vergonha, caráter, pudor, ética, dentre outras, estão subjugadas de forma absoluta em planos inferiores àquelas que determinavam o comportamento pragmático de todos em gerações anteriores.

    Mas o espantoso e surpreendente nisso tudo é ver e saber (não necessariamente nessa ordem) que as tais celebridades contemporâneas, alcançam fama, sucesso e fortuna, mesmo assim, com esse nível pequeno e restrito de potenciais, principalmente os de qualidades culturais, profissionais e morais, bastando possuir, apenas, um físico sarado e um rosto bonito. Um verdadeiro espanto, não é? O que prevalece neles é o moderníssimo besteirol.  Mas o pior não para por aí: faz escola. Principalmente nos mais jovens.
    Uma pena que o mundo não tenha acabado no ano 2000.
   

O INSTINTO ANIMALIZADO

   O que leva uma pessoa a assassinar o cônjuge e esquartejá-lo, com resquícios animalescos?
   Por um rompante, qualquer pessoa pode assassinar outra pessoa. Mas logo a seguir cairá em si, arrependendo-se da barbárie praticada.
   No caso dessa mulher que assassinou o marido, um empresário, e o esquartejou um tempo depois, de forma pensada, fica difícil acreditar que ela agiu por um rompante, como já dito. Talvez o tiro que deu tenha sido nessa circunstância porque alegou que fora agredida pela vítima, mas o fato de guardar o corpo por quase dez horas e esquartejá-lo para sumir com o mesmo, já foge à normalidade.
   Quem leu um dos artigos deste blog que aborda sobre a natureza de cada um dos viventes nesse planeta, pode acreditar que esse tipo de gente (e seu comportamento animalesco), não é coisa tão surpreendente. Há aqueles que ainda possuem o instinto animalizado em seu ser,e é capaz de praticar as maiores barbaridades, tais como essa aqui abordada, não se importando ou incomodando com a gravidade de seu ato. Inclusive, logo após, é capaz de permanecer  fria e insensível com a própria ação, e se bobear, pegar um prato de comida e ingerir os alimentos com toda a paz do mundo, até com um cadáver ali próximo de si, acreditem se quiser.
   Há teorias, oriundas de religiões, que acreditam que se a pessoa for espiritualizada, num determinado nível, jamais praticará um ato como esse. Infelizmente não podemos classificar tal consideração como científica. Mas basta que ela veja-se no lugar do outro. Ninguém gostará de sentir na própria pele tudo o de ruim ou doloroso que praticar em alguém. Isso seria simplesmente uma regra básica para todos, o que evitaria muitos horrores realizados por nós, os ditos humanos.
   Conforme já discorri em alguns dos meus artigos, a cada dia que passa o ser humano está perdendo sua maior propriedade: a humanidade. Talvez seja por isso que um animal, hoje, recebe tratamento vip dos seus donos.
   Penso que nem Freud explicaria isso.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

VAMOS CURTIR UM SOM ?

   Já tive a oportunidade por diversas vezes de dizer que já sou um sessentão.
    Acredito que todas as pessoas que estejam nessa idade, com raras exceções, não se sintam como tal. Há sempre aquela sensação interior de estar mais jovem (ou seria jovial?). E é assim que eu me sinto.
    Quando rapaz, gostava muito de ir para os bailes aos sábados e/ou domingos curtir som. E o que isso queria (ou quer) dizer? É o fato de você estar lá para ouvir as músicas que rolam, senti-las na alma e aproveitar aquela aura de prazer e satisfação que uma boa música nos proporciona e nos faz viajar pelo tempo e espaço de nossas vidas.
    Do que observo nos dias de hoje, penso que a rapaziada não faz mais isso. Afinal, os tempos são outros, dizem. E os ritmos também. Lá pelos idos de 1970, rolava a tal de black beat, que, com nova roupagem nos dias atuais é mais conhecida como charme, E eu sempre fui aficionado por tal ritmo. Sempre gostei muito mais do lento do que do pauleira. Apesar que nesta mesma época (um pouco mais para a frente),  a fase da disco music (dance) virou febre. E também era da minha preferência.
    Já naquela época tínhamos ao nosso dispor equipamentos de som de ótima qualidade, os estéreos, oriundos do hi-fi (hight fidelity), ou seja, alta fidelidade. Esclarecendo-se aqui que o estéreo é um transmissor de som que usa dois canais separados para o som. Você pode ouvir a bateria numa caixa e a guitarra na outra, bem como a voz do cantor separada do instrumental.
    Pode parecer uma obviedade mais quero esclarecer que muita gente naquela época achava que duas caixas de som num aparelho, seria um som estéreo, o que não era verdade. Havia o monofônico. O som estéreo só é feito em equipamento com essa propriedade, provocando a divisão do som em dois canais. Sendo que nestes tempos modernos curte-se som num sistema quadrafônico. O som dos carros, hoje, são em quatro canais distintos, onde não se deve e nem se pode juntar os negativos de saída em uma só perna, como era feito antes.
    Mas este rodeio todo é só para dizer que os equipamentos de som atuais, são extremamente extraordinários (exagero à parte) em relação aos que tínhamos nos anos citados. A modernidade alcançou um padrão que não imaginaríamos chegar no que chegou e isso qualquer pessoa com mais de cinquenta anos pode confirmar para os mais jovens.
    Também a eletrônica e a informática juntas, provocaram uma revolução sonora em nossas vidas. E em vídeos também. Os computadores, eu costumo dizer, só faltam falar. Tal a variedade de recursos que nos oferece e proporciona. Isso, repito, não passaria pelas nossas imaginações quando jovens. Estes, hoje em dia, não fazem nem idéia de tal progresso porque já nasceram dentro dele. Eis a questão.
    De certa forma nós, os sessentões, nos beneficiamos desse progresso sonoro todo, porque a indústria sonora remasterizou uma boa parte dos discos e fitas de artistas de nossa época e os disponibilizou para que possamos ouvi-los nesses tempos atuais, e de uma forma muito melhor da que fazíamos naquele tempo.
    Daí que penso que os rapazes de hoje daqui à quarenta ou  cinquenta anos, podem passar por essa mesma sensação e situação que nós passamos hoje, e relembrem do início do século XXI, como lembramos um pouco além da metade  do século XX.

    A isso podemos chamar de viver a vida.

TEMPO BOM, TEMPO RUIM ! O QUE ESCOLHER?

   Enfim, o frio chegou. E a reboque trouxe a chuva. Ou foi ao contrário? Isso não muda nada, não é? Tem gente que gosta dos dois ou só de um. Existem outros que não gostam de nenhum. Faz parte! Eu gosto dos dois. Mas só se estiver em casa, no sossego. Andar pela rua num tempo desse não é fácil. Principalmente no trânsito. Assim sendo, tô fora!
   Então, é ficar em casa no bem bom e aproveitar o máximo, ficar à toa. Apesar que uma afirmação dessas não é verdadeira no meu caso. Pela minha natureza eu não consigo ficar à toa. Tenho que fazer algo, sempre. 
   Felizmente tenho computador e internet para navegar, me distrair e...trabalhar. É! trabalhar, sim. Com muita frequência fico transformando os vinis que possuo em arquivo digital. E isso não é nem fácil e nem mole. É, sim, um trabalhão daqueles. Mas como disse Sócrates, quem faz o que gosta não trabalha. E é isso que acontece comigo.
   Mas existem pessoas que se portam ao inverso. Costumam acordar muito cedo que é para que tenham mais tempo de ficarem à toa. Não fazem nada para ninguém. Como dizem, não sabem pregar um prego, sequer. Durma-se com um barulho desses.
   E hoje, uma quarta-feira, é véspera de feriado. Só que a chuva e o frio impedirão aos que gostam do ócio, viajarem para suas regiões ou lugares preferidos, fazendo-os permanecerem por aqui mesmo. Só aqueles que gostam dessas intempéries é que irão.  E ficarão mais felizes que um pinto no lixo.

Então, que aproveitem bastante.
    

terça-feira, 5 de junho de 2012

E O CAOS SE INSTALOU DE VEZ

   A cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1565. De lá até os dias de hoje já são 447 anos de existência, tempo teoricamente suficiente para que a cidade já estivesse completamente construída em sua estrutura física. Mas não é o que acontece. Com muita frequência, observa-se interferências em suas vias, bem como em muitas partes do seu imobiliário. 
   Nos últimos tempos, com a alegação de preparar a cidade para dois eventos futuros (A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016), o Governo do Estado e a Prefeitura da Cidade produziram e promoveram uma execução simultânea de obras que vêm causando um verdadeiro caos na vida dos cidadãos que nela vivem. É obra por todo canto da cidade.
   A mim me parece que mesmo com todo o planejamento em evitar transtornos ao povo, eles não lograram exito com as suas ações, haja vista que os engarrafamentos nos locais onde haja obras é desesperador.
   Em condições normais de temperatura e pressão o trânsito dessa cidade já é costumeiramente complicado em muitos locais. Mas agora, com essas interferências todas,   o caos se multiplicou por muitas vezes, desgastando àqueles que fazem uso dos logradouros da cidade em deslocamentos para o trabalho e mesmo ao lazer.
   O que acho mais interessante nisso tudo é a forma como esses executivos públicos em mandatos eletivos agem. É como se fossem os verdadeiros donos da cidade. Decidem do jeito e da forma que querem interferir na mesma, sem consultar a população se quer ou se interessa-lhes essa ou aquela modificação. E a última decisão tomada pelo Prefeito de derrubar o Elevado da Perimetral, pelo que consta, obedeceu a esse critério: não promoveu nenhuma  consulta pública à população para saber se aceitariam ou não a tal obra. Penso que o povo a recusaria, com certeza.
   Também existe uma questão que me desperta contrariedade: é saber que esse tipo de interferência, não é (ou não foi) motivada para atender unica e exclusivamente as necessidades do povo que aqui vive e sim aos turistas que para cá virão nas épocas desses eventos citados. E isso já aconteceu em 1992, quando daquela conferência  que a cidade sediou, recebendo os participantes da ECO 1992.
    Deram um banho superficial de obras na cidade, tão somente para agradar aos estrangeiros que aqui estiveram. E, por tabela, o povo beneficiou-se (?) de algumas dessas obras, mas que não foram muitas e nem lá essas coisas. E dessa vez está se dando a mesma ação. As melhorias que estão sendo planejadas e executadas voltam-se, outra vez, para atender às vontades estrangeiras e não diretamente ao nosso próprio povo. Usufruiremos delas por tabela, de novo.
    Ora, tudo isso acontece pela falta de seriedade dessa gente dos governos e pela indiferença e pouco caso do cidadão carioca e fluminense que não se manifesta a respeito desses absurdos. Sofre calado e permite a execução desses projetos que nem sempre são de seus próprios interesses.
     Em contrapartida, o que se observa nos hospitais, nas escolas e nas próprias ruas da cidade são muitas mazelas simultâneas. O dinheiro necessário para a melhoria global da cidade é gasto de forma desnecessária em obras que servirão de propaganda nos horários eleitorais dos partidos desses políticos que estão a frente dessas obras  incômodas e caóticas que somos obrigados a aturar.
Assim não dá !!!

("EU VOU PRA MARACANGALHA, EU VOU !"

   Como devem saber, a internet é um prato cheio. O que imaginarmos encontrar nela, encontraremos. Isso e mais alguma coisa. E como já informei, dou uma navegada legal lá. Daí que já nem me espanto mais.
    Mas confesso-lhes não me agradar do que vejo na maioria das vezes. É muita coisa absurda, fora de propósito. Mas teM gente que gosta disso. Eu prefiro assuntos e matérias com conteúdos mais elaborados e aproveitáveis. Coisa minha.
    O interessante é ver que a maioria das pessoas vive reclamando de tudo e de todos nessa vida mas não cuida de desviar-se desses absurdos que acontecem e existem no cotidiano nosso de cada dia. Na política, então, nem se fala. Mas em todos os assuntos que porventura levantarmos, encontraremos a famosa incoerência global.
    Desde o baixo nível cultural do brasileiro até o faz de conta no atendimento do servidor público ao cidadão-contribuinte (ou seria cidadão-comum), o que se vê é estarrecedor. 
    Costuma-se querer falar mal de profissionais alheios, no tocante à falta de competência e de ética. Mas há uma pergunta que não quer calar: Qual deles pode se considerar íntegro, capaz e ético? Lembra aquela história do Cristo e de Madalena ao ser apedrejada pela população. Nesta hora, o Cristo dirigindo-se a todos pergunta: "Qual de vós não pecou antes?". Na hora a debandada foi geral, não ficou um. Então, o mesmo se aplica aos dias de hoje. Mas mesmo assim "tudo continua como dantes no quartel de abrantes" . Mas por favor, livrem-me dessa. Eu só chamo à atenção das pessoas para os fatos que acontecem no nosso dia a dia e mais nada.
   É necessário que cada um se concentre em avaliar sua performance e conduta, principalmente no que tange à área profissional, para que possamos eliminar problemas graves que se verificam nesse mister. As áreas médicas, de segurança pública e educacionais, andam deixando a desejar muito. E há um comportamento dessa gente que têm que mudar: Deixarem de culpar a D. Dilma, O sr. Cabral e o sr. Paes (estes dois no Rio de Janeiro). Culpados são todos os que estão nas respectivas atividades e participam ou se omitem (o que dá no mesmo) nas mazelas que assistimos diariamente.
    Mas a displicência, negligência e incompetência não são próprias só das áreas públicas profissionais. Também acontece na área (ou atividade) privada. Os procons da vida que o digam. E todos devem buscar o porquê disso. (Apesar que devem já o saber). Só uma dica: agora em junho o Rio de Janeiro vai parar por muitos dias. A prioridade não é o trabalho e sim o lazer. É só cair feriado no meio de semana que uma grande parte do povo o enforca e se manda, voltando dias depois. Só que acontece uma coisa: reclamam que suas vidas nunca melhoram e as contas nunca acabam. E aí?



    Gostaria que os brasileiros atentassem para os alemães, japoneses e chineses. Eles continuam vivos e bem vivos, e com seus países esbanjando qualidade de vida (talvez o chines ainda não, nesse aspecto) e trabalham muito, dando-nos a certeza de que o trabalho não mata. É torcer para que no Brasil tenhamos maremoto, neve, terremoto e dias cinzentos na maioria das vezes. Talvez deixemos a praia, a cerveja e o Maracanã de lado. Quem sabe ??? O nosso bolso agradecerá, com certeza.