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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ENFIM CHEGOU O DIA I (I DE IMPEDIMENTO)

    Faltando poucas horas para a definição do impedimento de D. Dilma, as expectativas são muitas. De ambos os lados. Pois o levantamento dos votos entre os senadores, conclui que há maioria para sacramentar a sorte dela. Mas tal situação deixará reflexos diversos na história do país. Porque não é todo dia que se impede um presidente da república de seguir em seu mandato/governo, a não ser cometendo crimes.
    E tal situação no país está até engraçada, porque ambos os lados usam argumentações que dizem embasar suas posições nesse imbróglio, donde se deduz que um deles não é autêntico e nem verdadeiro, porque se fosse, não haveria nem tal processo e a D. Dilma não estaria no centro dessa situação desagradável.
    E em se falando em acusações, ambos os lados pegam pesado entre si. E até fica difícil para um leigo, tomar partido nisso. A meu juízo, baseio-me só no seguinte: O STF acompanhou todo o andamento desse processo, homologando-o e respaldando-o em sua essência. Daí que não pode haver nenhuma dúvida de sua legalidade e autenticidade.
    De outro modo, há a necessidade de se lembrar e relembrar que o partido político pelo qual a D. Dilma foi eleita, o Partido dos Trabalhadores, PT, foi acusado de muitas lambanças financeiras, onde vários de seus componentes foram acusados e presos por tais participações, e gente de alta patente nesse partido, como José Dirceu e José Genuíno, contando com vários outros presos também, e que o Marcos Valério foi condenado a quase quarenta anos de prisão por tais maracutaias.
    Mas ela também ainda está sob suspeição no imbróglio que envolve a Petrobras e as aquisições de, pelo menos, duas refinarias, uma no Japão e outra nos Estados Unidos, da época em que era da Casa Civil. Mas é óbvio que o julgamento desse impedimento não tem relação com tais situações. Mas temos que convir que a história dessas participações dela e de seu partido, dão margem a entender que eles criaram muitas situações pesadas de irregularidades no país.
    Por fim, há sim a existência concreta de crime por parte de D. Dilma. E mesmo que ela busque se defender acusando outros governos de terem feito as mesmas manobras que ela, isso não a absolveria nessa situação. A justiça é que tem que rebuscar tais irregularidades, penalizando todos os culpados de tramóias no país.
    E caso se confirme o impedimento da presidente Dilma, a situação poderá se complicar, pelos ânimos exaltados daqueles que lhe são simpáticos e partidários. E não se pode esquecer que ela possui uma verve terrorista, e que a estimula quase sempre a criar certas situações dentro dessa situação. Aí é bem capaz de que surjam muitos acontecimentos desagradáveis no país, colocando em risco parte da população brasileira.
    Assim, é necessário que todos se previnam desses fatos e atos impensáveis, livrando-se de horrores. Mas que torçamos para que isso fique apenas em teorias, não passando de simples bravatas de alguns inconsequentes. 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

OS DIAS JÁ ESTÃO CONTADOS

   A complexidade existencial nos deixa, em muitas das vezes, em situações incômodas. Mesmo que alguém possa, sempre, estar preparado para todas as situações. Até assim não é fácil encará-las com naturalidade.
   E neste momento atual, conviver com a situação política que se instalou no país é uma delas. Porque um impedimento de um Presidente da República não é uma coisa fácil de lidar. E, principalmente, numa situação tão complexa como essa que está aí no Brasil, onde a corrupção tomou conta de tudo e de todos, alcançando um nível desesperador.
   Para um leigo juridicamente, fica difícil emitir uma opinião a respeito dessa situação. Até porque ela é muito complicada, tendo em vista que o ambiente em que se dá, contém uma série de situações que já estão chegando às raias da desmoralização geral. Tanto um lado quanto outro mantém críticas mútuas de corrupção em alto grau.
   De poucos momentos que assisti a D. Dilma na audiência no Senado, constatei só uma coisa: a frieza da Presidente. O que até poderia ser confundido com segurança. Mas não tenho dúvidas em afirmar isso. Ela manteve-se serena e segura na maior parte dessa situação.
   No entanto, ficou muito claro que por várias vezes fugiu às perguntas que lhe foram feitas por alguns dos senadores presentes. Ela escolheu defender-se usando certas argumentações que já não convencem à maioria do povo brasileiro. E suas afirmações repetidas de que é vítima de um "golpe", já passou da conta.
   E mesmo leigo, como já dito, eu e grande parte da população brasileira, não podemos deixar de desconsiderar que tal situação não é nem tanto difícil de entender porque os fatos apresentados pela acusação baseiam-se, sim, em falhas cometidas pela gestão da Presidente.
   Um outro fato que não se pode desconsiderar é ver que tudo o que está aí em discussão, foi devidamente analisado pelo poder maior de justiça do país: o STF. E este órgão maior homologou todos os trâmites legais dessa questão, não se opondo a nada, considerando-a totalmente legal.
   Infelizmente, tudo isso é uma coisa muito desagradável de se assistir e viver. O que também traz enorme desconforto a todos no país. Mas já que aconteceu, não temos como nos livrar disso, apenas aguardando que tal imbróglio se resolva o mais rápido possível que puder, para que a vida dos brasileiros volte à normalidade e que todos possamos ser felizes, se é que isso será possível a médio prazo.
   Mas antes de terminar, voltando ao início, a conduta da D. Dilma não me surpreendeu, durante seu depoimento. Ela mantém viva sua verve terrorista. E isso é fácil de perceber em suas alegações e defesa, buscando jogar parte da sociedade civil contra a própria lei, haja vista que ressalta certas situações, tais como, que o Governo Temer não admitiu mulheres no quadro de ministros; também não colocou nenhuma pessoa negra no mesmo; e ainda fez ilações no sentido de que haverá profundas mudanças nos programas que atendem as pessoas pobres do país. Isso é puro terrorismo, sim.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

E O JOGO ESTÁ NOS SEUS INSTANTES FINAIS

   As expectativas do desfecho do impedimento da D. Dilma Rousseff aumentarão no dia de hoje, onde ela se apresentará diante dos senadores, lá em Brasília, para dar suas explicações e defesa no processo a que responde no Congresso Nacional e perante o STF, onde foi acusada de pedaladas fiscais efetuadas durante seu segundo mandato de Presidente da República.
   Já está pra lá de saturada a acusação que ela faz a todos, de ter sofrido um golpe nesse processo. E mesmo que todos saibam que isso não é verdade, haja vista que o próprio STF chancela esse processo, ela e seus correligionários insistem nessa alegação, com isso buscando, no mínimo, jogar a população contra essas duas instituições nacionais, o Congresso e o STF.
   Infelizmente se vê campanha no exterior ir pelo mesmo caminho. Mas, felizmente, tal situação se definirá daqui a poucos dias, colocando o país nos eixos da normalidade, fazendo com que tudo volte ao bom funcionamento.
   Em entrevistas publicadas pelos órgãos de imprensa, D. Dilma costuma falar em democracia e que lutou muito há anos atrás por isso. Mas ela só deve estar, mesmo, é de brincadeira. Porque, na condição de revolucionária e/ou terrorista, junto com seus companheiros, o que ela e os demais buscavam era transformar o país numa nação com regime de governo comunista, nos mesmos moldes de Cuba e Rússia, como a própria história e seus arquivos mostram facilmente.
   Infelizmente o país não deu a mínima sorte em ter o Partido dos Trabalhadores PT,  no poder. Porque eles fugiram totalmente ao que pretendiam e prometiam ao povo antes de assumirem tal poder. E o resultado disso está aí à mostra para todos. A corrupção e a roubalheira desenfreadas, escândalos um em cima de outro, e uma situação caótica ao extremo, onde a própria nação corre sério risco de abalos profundos.
   Um outro fato destoante nessa situação, é ver que essa gente tenta se defender acusando outros. E é sabido que os partidos políticos brasileiros e governos anteriores praticaram quase a mesma coisa que o PT e sua gente. Mas isso não dá o direito a eles, e nem a ninguém, de cometer deslizes e falcatruas, só porque outros o fizeram. A lei existe e tem que ser obedecida e respeitada por todos, sem exceção. 
   Agora, é aguardar que tudo isso se resolva com urgência, onde tudo volte ao normal, e a população possa ter esperança de um futuro mais confiante e progressista. E que daqui para a frente todos estejam vigilantes com as manobras escusas dos políticos desonestos.

sábado, 27 de agosto de 2016

UM PASSADO RECENTE NO PRESENTE

    Mesmo possuindo uma bicicleta, uma motocicleta e um automóvel, vez ou outra, por conveniência, ou até mesmo por extravagância, digamos, tiro um dia para andar a pé, de ônibus, de metrô ou de trem. E assim se deu hoje, quando tive que tratar de alguns particulares, optando por usar este último.
    E como moro próximo a uma estação ferroviária que atende ao subúrbio e à baixada fluminense, dirigi-me para lá e embarquei numa daquelas composições. Mas confesso que consigo emocionar-me nessas ocasiões. Porque me faz lembrar de tempos idos, quando jovem e já um adulto recém, fiz muito uso desse tipo de transporte. Então, as comparações temporais são imediatas.
    Naquela época, final dos 60's e quase toda a década de 70, bem como parte dos anos 80's, enfrentei verdadeiras batalhas nos trens da "Central do Brasil!. O que podíamos comparar como uma verdadeira batalha existencial. E costumava denominar  tais circunstâncias como "rasga roupa". Devido ao atrito físico entre as pessoas naquelas composições.
    Hoje em dia posso considerar-me um privilegiado por não precisar e nem estar sujeito às mesmas circunstâncias de outrora. Mas não dá para esquecer tal período difícil da vida de alguém. O progresso ainda não havia chegado até ali. Daí que, comparando-se com o que se encontra hoje nesse tipo de transporte, dá muito bem para saber das diferentes entre uma época e outra.
    As composições de hoje são bem modernas, confortáveis e refrigeradas, oferecendo condições excelentes a quem faz uso desse transporte. Mas isso não passava nem perto há quarenta anos atrás. Onde os trens possuíam situações bem sofríveis, tanto em suas condições físicas quanto na estrutural, de conforto e regularidade.
    E nas raras vezes em que embarquei num trem da Rede Ferroviária nesses últimos tempos, pude observar várias coisas. Uma delas é que ali dentro, dá até para se sentir frio, devido ao ótimo funcionamento do ar condicionado. Também as instalações são excelentes, proporcionando conforto a quem faz uso daquilo.
    Mas um fato não passou-me despercebido. A presença dos camelôs. E ali se ofertam dezenas de produtos, desde balas e doces a uma série de bugigangas. Mas com o passar do tempo, até mesmo esses profissionais evoluíram em seus trabalhos. Usam técnicas para tal. Uma delas, por exemplo, é usar ganchos metálicos onde prendem as mercadorias que vendem, às vezes pendurando-os naqueles suportes que o passageiro usa para sustentar-se durante a viagem.
    O interessante nisso, é ver o número e a variedade de produtos que carregam e expõem para vendas aos passageiros. De certa forma, alguns chegam a exagerar nessas quantidades. E aquilo torna-se um fardo pesado para carregar por tanto tempo. Daí se explica o uso dos ganchos metálicos.
    Outro fato que chama atenção são as propagandas que fazem de seus produtos. E as formas que usam para tal. Dão a impressão, por exemplo, de que até compuseram tal script, porque a propaganda pode ser considerada até profissional. Um espanto.
    Enfim, o que se observa nisso é o fato de que o brasileiro possui, sim, um jeito especial de sobreviver. Essa gente se defende como pode, tirando dali o seu sustendo e o da sua família. E o único inconveniente, talvez, é saber que quase nenhum deles se preocupa com o futuro. Buscando aperfeiçoar-se numa profissão definida e sólida, diferente daquela, bem como de contribuir para a previdência social, garantindo a sua velhice.        Esta parte cabe ao Governo Federal. E até mesmo aos estaduais e municipais. Porque poderiam exigir deles essa contrapartida. Deveriam obriga-los a contribuir para a previdência, e só trabalhariam naquilo, nessas condições. Mas não há interesse público em criar situações de progresso entre a população mais sofrida da sociedade. Infelizmente.

   

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"DURA LEX SED LEX (A LEI É DURA MAIS É A LEI.)"

    O envelhecer possui várias vertentes para análises. A primeira delas é que você vai se aproximando do final de  sua existência na vida. Outra é adquirir experiência de vida, traquejo, sabedoria, dentre mais outros predicados.
    Mas com a idade, dentre muitas coisas que possam atingir uma pessoa que alcance idade avançada, uma delas é ficar alijada do mercado de trabalho. E isso não passa de um tremendo paradoxo, porque a dita experiência de vida só se adquire com a vivência diária e por muitos e muitos anos.
    E não é só no Brasil que os mais velhos são deixados de lado. Também no exterior isto acontece. Mas na parte oriental do mundo é que a velhice é mais respeitada. Pode-se citar o Japão e a China. Também a Europa segue uma linha parecida disso. Mas, infelizmente, aqui em nosso país costuma-se colocar de lado as pessoas que ultrapassaram os cinquenta anos. E até umas de mais de quarenta também sofrem reflexo disso.
    De minha parte, que já sou um sexagenário, com uma bagagem profissional de primeira linha. sei bem o que é isso. Porque nem passaria pela minha ideia tentar concorrer a algum emprego nessa idade. Mesmo que me sinta com uma jovialidade trintona, ainda muito capaz e seguro das minhas ações.
    E ontem, em duas oportunidades, pude conversar com pessoas mais jovens, ambas na faixa de trinta anos ou pouco mais, e do que ouvi delas pude estarrecer-me. Apesar de que isso não é a primeira vez que acontece. E, de certo modo, até faço uma comparação com o tempo que possuía tal faixa de idade. Jamais me confrontaria com alguém mais velho, para discutir certos aspectos profissionais, por exemplo.
    E como já disse mais de uma vez nesse espaço, atuei em área de recursos humanos por um bom tempo. Daí tornando-me um profundo conhecedor de legislação trabalhista e previdenciária, bem como das muitas tarefas pertinentes à essa área. E óbvio que atualmente estou altamente defasado em termos das legislações atuais. Mas a essência da função não as perdi de jeito nenhum.
    Mas do que observo e posso comparar com aqueles meus tempos profissionais, as leis trabalhistas e previdenciárias brasileiras não estão sendo devidamente respeitadas pelas pessoas, hoje. Principalmente as mais jovens. Como também as próprias empresas, no caso os empregadores, estão fugindo à essência dessas leis. E é assim que vemos muitas questões irem parar na justiça.
    Por exemplo, na primeira conversa que travei com uma dessas pessoas, foi abordado o uso do celular no emprego, durante o horário de trabalho, onde citei que já existe regulamentação que determina a proibição desse uso por parte do trabalhador brasileiro no serviço. Mas a pessoa rebateu-me, dizendo que as pessoas podem e devem usar tal aparelho em qualquer horário, mesmo durante seu trabalho (serviço).
    Nisso fica evidenciada duas coisas: a primeira delas é a incapacidade profissional e a segunda é a falta de respeito às leis do país. Tais situações são altamente reprováveis. Mas hoje em dia é muito comum observar-se as pessoas fugirem ao rigor da lei, o que traz enormes prejuízos a todos.
    Já na outra conversa, a pessoa se disse uma advogada, pois era uma mulher, e citou o caso de uma colega que diz trabalhar de dez a doze horas por dia. Mas que não recebe horas extras por isso. E ela é também uma advogada. E a minha interlocutora afirmou que advogado(a) não deve receber hora extra. Frise-se aqui que esta profissional é empregada com carteira assinada na empresa em que trabalha. 
    Então, manifestei-me, dizendo que tal pessoa está fugindo à lei com tal desempenho. Porque fosse ela uma liberal, sem vínculo empregatício, mesmo assim não deveria trabalhar numa jornada tão extensa. Bem como se empregada com carteira assinada, deveria cumprir rigorosamente a lei no que tange ao horário de trabalho e de jornada diária. E até faria jus ao recebimento das parcelas extras da jornada de trabalho.
    Estas duas situações deixaram-me de queixo caído. Porque ambas, conhecendo os teores das leis, não as cumprem, e até fogem dela, cometendo faltas graves. O que representa dizer que não são boas profissionais naquilo em que atuam. Mas do que vejo pela vida atual, o Brasil anda capengando de forma profunda nesses aspectos. E é por isso que a situação geral já alcançou um degringolamento extremo. Talvez se explicando os revertérios diários com que nos deparamos nesse nosso cotidiano.
   Por fim, do que se vê por aí são absurdos sem limites e precedentes, cujas situações só vão gerando transtornos a todos, bem como causando o desmoronamento da legalidade no país. E aí cabe uma pergunta: Onde é que isso irá parar? Quem souber, puder ou quiser, que responda. A humanidade, desde já, agradece.

NÃO HÁ PARA ONDE CORRER!

    E para não perder a viagem, ainda seguindo a linha da matéria anterior, não se pode deixar de acrescentar sobre uma das maiores dificuldades do povo brasileiro com relação às coisas que acontecem no país, bem como na vida de todos. Porque é quase que inconcebível que as pessoas não adquiram consciência das muitas e diversas mazelas existentes no Brasil.
   Quando se adquire graus avançados de evolução e consciência, é onde o sofrimento aumenta na vida. Porque passa-se observar com muita realidade o quanto que o brasileiro é enganado e não percebe. Aqui quase tudo é um engodo ou um embuste. A começar pelas próprias campanhas publicitárias do Governo.
   Quando se vê uma delas nos vários órgãos midiáticos, é fácil observar-se isso. Porque seus conteúdos passam a impressão de que tudo funciona no país. É, mais ou menos, aquela história do "só pra inglês ver". E quem quiser saber sobre isso, basta consultar e pesquisar no "Google". O que representa dizer que foi, é e será, sempre, uma farsa. E mais nada.
   Uma das piores mentiras que o Governo nos informa, é sobre o déficit da Previdência Social. Porque um brasileiro tem que pagar trinta e cinco anos de contribuição para se aposentar, mas quando isso acontece, ele só consegue viver de cinco a dez anos, morrendo quase sempre antes do que devia. Com o agravante de que os cálculos dessas aposentadorias são manipulados, prejudicando o segurado, quase sempre.
   A questão nessa situação é o grande número de tramoias e armações que existem no universo previdenciário. E quase sempre com conluio de funcionários do órgão. Só isso já seria o bastante para se constatar os absurdos que lá se instalaram.
   Mas não há para onde correr. Se começarmos qualquer conversa numa roda de pessoas, o final descambará, sempre, para escândalos, safadezas e que tais. Como se o país fosse o suprassumo da imoralidade. Mas, claro, ele o é, sim. Porque no âmbito público/político, é onde se situam os maiores revertérios morais.
   E, no fim, a quem se pode atribuir tais culpas? Ora, a resposta é simples e fácil: ao povo brasileiro. E por uma série de razões e motivos. E logo se pode constatar que a ignorância e a falta de cultura estão no primeiro plano dessas mazelas. E a cada dia que passa o sistema educacional vai baixando seu nível, donde se cria um círculo vicioso. Um povo ignorante sempre será enganado, manipulado e vilipendiado. Fim. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A IMORALIDADE COLETIVA NO CONGRESSO NACIONAL, SEGUNDO A SENADORA.

    E o que se viu hoje no Congresso Nacional é para deixar a todos estarrecidos. Porque logo na primeira audiência dos trabalhos que julgarão os ditos crimes da D. Dilma Roussef no exercício da Presidência da República, além da tremenda balbúrdia promovida por boa parte dos senadores ali presentes, também foi observado um desrespeito à nação, onde mútuas acusações se fizeram entre eles, dificultando o bom andamento daqueles trabalhos.
    É óbvio que nesses últimos tempos o país tem presenciado ali, em grande parte das vezes, sessões que chegam às raias do absurdo. Diferentemente do que deveria ocorrer, haja vista que ali é uma das câmaras legislativas do país, não havendo nenhuma possibilidade de haver baixarias ou algo parecido.
    Mas, infelizmente, de uns trinta e poucos anos para cá, o nível dos congressistas caiu bastante no aspecto moral. Talvez aí se pode entender aqueles episódios Mas que uma coisa tem que ficar muito bem definida: aqueles senhores têm que manter o decoro parlamentar, sim! Mas isto não se vê na maioria das vezes em que há trabalhos lá. 
    E como já expus a minha opinião a respeito daquela gente, mas também faço apenas uma acusação de quem é o culpado disso, torno a repetir: só o povo brasileiro é que é o culpado de todas as mazelas que eles perpetram no decorrer de seus mandatos. Porque na hora da eleição deles, a hora de se escolher os membros daquele parlamento, a população escolhe o que há de pior em matéria de gente.
    Por isso é que o número de congressistas envolvidos com a Lei, nas mais diversas modalidades de crimes, é imenso. E a imprensa noticia isso com muita frequência. Mas parece que o povo não quer aprender, mesmo, a votar. Ou, então, vota por seus interesses particulares, aí coloca gente sem o menor escrúpulo para fazer as leis do pais, bem como a agir de forma errada, onde a indecência e a imoralidade se sobressaem de forma distinta.
    O ruim disso tudo é que boa parte da população brasileira costuma reclamar de tudo e de todos. Mas que parece fazer pouco caso dos membros que escolhem para os representarem. E o resultado está aí para que todos vejam.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

UMA TRANSFORMAÇÃO IMPERIOSA DA VIDA

    Alguns autores, dentre aos quais me junto, consideram que estamos enfrentando uma terrível mudança e queda de valores. Entre os quais, o primeiro deles é a moral, haja vista que muita coisa mudou e tem mudado nesses últimos tempos.
    A conceituação a respeito disso não anda passando nem perto do que era há tempos atrás, o que podemos calcular em mais de um século, possivelmente. E nesses últimos tempos, que poderíamos afirmar décadas, as coisas estão num patamar assustador.
    Só pra citar alguns dos que eram muito representativos até algum tempo atrás, a traição, a pederastia e a desonestidade, eram crimes, previstos em lei. Mas hoje em dia já não é assim. Daí que, para as pessoas de mais idade, as maiores de cinquenta anos, por exemplo, anda um tanto quanto difícil a assimilação dessas mudanças.
    Infelizmente, com o decorrer do tempo, tudo vai mudando. E levando de roldão os conceitos, bem como quase tudo que nos cerca. A ponto de hoje, ao que parece, já nem se segue mais Etiqueta Social, que traçava modos e maneiras de procedimentos de uma pessoa em público, numa festa, por exemplo. Ajustava comportamentos e trajes.
    Mas de algum tempo para cá, quase tudo anda mudando, dificultando, como já dito, a vida das pessoas de mais idade, que foram criadas e educadas dentro de outros parâmetros. O ruim disso é que as gerações mais novas não entendem essas circunstâncias, porque não passaram por elas, é claro. E a velocidade dessas mudanças se acentuam com o passar desse mesmo tempo.
    No entanto, do jeito que a coisa já está, é bem provável que tudo mude ao extremo. Óbvio é que as novas gerações irão se enquadrando nessas mudanças de forma natural, não percebendo as alterações que se darão nesses tempos, bem como adaptando-se de forma imediata e completa a tudo isso que se lhes apresentar,
    E para os mais idosos, oriundos de gerações passadas, só haverá um conforto. Mas também a única solução. E mesmo que alguns não achem bom tal desfecho, será a morte que os atingir. Daí, livrando-os do sofrimento dessas profundas mudanças, que são fatos imperiosos e impossíveis de mudar e/ou controlar a cada geração que surja.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

'CONJETURANÇA' TRIVIAL (PEDINDO DESCULPAS PELO NEOLOGISMO INFAME)




                                                             Sócrates
   O mundo é perfeito porque possui muitas imperfeições. E dentro dessa situação é que podemos tentar (ou não?) entender muitas das coisas que acontecem nele.
   A Filosofia é praticamente a base de todos os conceitos e ideias com o que vivemos nesse mundo. E os filósofos, por sua vez, foram (e são) os criadores de todas as teses e teorias que se praticam na vida. Ou, pelo menos, grande parte delas. Isso com relação a comportamentos. Mas que saibamos que existem discordâncias entre todas elas e todos eles. Por isso a complexidade a que estamos sujeitos em viver.
   Desde Aristóteles, Sócrates e Platão, até Friedrich Nietzsche e Kant, dentre muitos outros, não há unanimidade nos conceitos que se desenvolveram até hoje. Mas ao final, formam-se os muitos entendimentos sobre tudo o que há disponível nesses termos para a humanidade.
        Platão                                                        Aristóteles

   E numa outra crônica nesse espaço, arrisquei-me a pôr em dúvida a própria inteligência humana, haja vista que praticamos ações um tanto quanto contrárias a esse entendimento. E citei, logo, cinco delas, que são: Beber, jogar, fumar, gastar mais do que ganha e ter amante. Só essas já deixam amplamente configuradas a pseudo inteligência no humano. É óbvio que pode haver controvérsias. Como tudo nessa vida.                                                                                                                                           Nietzsche
   Mas diante do tempo que a humanidade existe, tudo isso já poderia equacionar-se, fazendo nos harmonizarmos  de uma forma mais próxima. Talvez essa situação ajudasse a tornar mais perfeitas todas as ações no mundo entre as pessoas. Mas, convenhamos, isso não passa de pura utopia.    E com o decorrer do tempo, a impressão que se tem é que esse processo está funcionando ao inverso. A humanidade anda muito dispersa e dispersiva, onde cada um anda tentando puxar a brasa para a sua sardinha, sem se preocupar com o seu semelhante. Sem contar que muita gente anda, também, puxando o tapete do semelhante, buscando levar vantagem nessas circunstâncias.
        Kant
   Imaginemos, por exemplo, a existência de guerras entre as nações, em pleno Século XXI, onde a tecnologia já alcançou um patamar extremo, concedendo à humanidade viver de forma muito melhor do que há milhares de anos atrás. Mas muitas dessas invenções que melhoraram a vida de todos, também podem ser usadas para piorar suas vidas, também, bem como a extermina-las do mundo. Isso é um tremendo contrassenso.
   E para fechar tais abordagens e tais complexidades existenciais, citemos o número de ações e processos correndo nos tribunais de justiças do mundo. É coisa absurda. Daí entendendo-se os despautérios entre todos nessa vida. E nisso, é necessário observar-se que existe muita coisa fora do eixo, bem como muita coisa errada nessa vida. Mas que quase todo mundo sabe o que é mas não se incumbe de neutralizar, deixando de fazê-las com tanta frequência, complicando ainda mais a existência de todos nesse planeta.
   Fazer o quê?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A OLIMPÍADA ACABOU

    É elementar que para quem escreve alguma coisa em qualquer lugar, o assunto de hoje, obrigatoriamente será, ainda, sobre as Olimpíadas de 2016, realizadas na cidade do Rio de Janeiro, neste mês de Agosto de 2016.
    Por certo, a maioria das matérias tecerá loas a tal evento, falando e dizendo mil maravilhas a respeito dele. Óbvio também que outras, em menor quantidade, tentará expor todas as mazelas pertinentes a isso. Até aí muito bem. E desde já, para quem já leu vários artigos neste espaço, percebeu que estou entre esse último grupo.
    Mas não se pode deixar é de prestar atenção em vários aspectos envolvendo esse assunto. Porque muita coisa é distorcida nele e sobre ele. Para o bem e/ou para o mal. Cai-se no pecado da falta de razão. Num caso e noutro.
   Sob o aspecto da realização desse evento e seu sucesso final, isto é coisa inquestionável. Porque tudo realizou-se dentro do previsto e uma ou outra circunstância ruim se deu, mas nada que possa abalar tal realização. A findar pelo grande papelão perpetrado pelos nadadores americanos.
   Mas observo com muito apuro a um assunto que me desperta espanto e, às vezes, contrariedade. É o fato do oportunismo emocional. E seja lá o que isso queira dizer, mas todos bem o sabem, refiro-me ao trato da imprensa, principalmente, com relação às situações dos atletas dessas olimpíadas. E principalmente no caso dos brasileiros.
   De um modo geral, esses atletas são uns privilegiados, sim. E por mais que se queira colocá-los  em pedestais, nas vitórias e nas derrotas, deve se observar um mínimo de critério e equilíbrio nessas análises. Porque costumam pegar casos isolados para transformá-los em regras, como se os mesmos merecessem, mesmo, tais homenagens. Pelo menos da forma exagerada como fazem.
   No caso de alguns atletas que alcançaram medalhas - de bronze, prata ou ouro - isso é a contingência natural de quem está competindo. E o resultado final vitorioso, é fruto do trabalho e do esforço de cada um dos envolvidos. Mas isso não quer dizer que seja uma façanha hercúlea, ou algo parecido. Porque, desde que um atleta o resolve ser, naturalmente que sabe de todas as nuances que envolvem esse âmbito.
   E em nosso país vivem dizendo que o Governo não investe no desenvolvimento do esporte no país, o que não representa a verdade dos fatos, e a realização dessa olimpíada bem pode contrariar essas alegações. O que foi investido nessa Olimpíada, são valores extraordinários, sob quaisquer análises.
Sem contar que grandes patrocinares investem pesado numa série de modalidade esportiva.
   Mas aí cairemos num ponto muito crucial, que é o da exploração emocional por parte das mídias. E é exatamente isso que é realizado no país, quiçá no mundo, tentando ludibriar as pessoas ingênuas, que são muitas, transformando esses atletas em super pessoas, o que não representa a verdadeira situação. Eles são pessoas normais, e até a grande maioria é muito limitada em se tratando do cotidiano profissional, haja vista que a primeira coisa que fizeram, quando escolheram o esporte, foi correr da responsabilidade laboral diária, que é o que acontece com uma pessoa comum.
   Para se verificar um fato, é só pegar o número de atletas no mundo, compará-lo com a população total desse mesmo mundo. Verificaremos que tal percentual é baixíssimo, se comparado ao total de habitantes no planeta. E é assim que as distorções podem ser verificadas facilmente.
   E não venham com a alegação de que essa gente é especial, refiro-me à maioria. Porque não o são. Apenas uns raros se destacam no geral. E o percentual desses vencedores é ainda muito insignificante se comparado com a população mundial, repita-se. Até aí, tudo bem.
  Mas suponhamos que um desses atletas famosos tivesse enveredado pelo caminho da maioria das pessoas no mundo. Levantasse cedo, embarcasse num coletivo lotado, fosse para o trabalho enfrentar uma jornada de oito horas, aturando patrão e colegas, e ganhar um salário baixo, que é o que acontece com grande parte da população normal.
   E pegando-se um método usado nas escolas pelos professores, em atribuir as notas dos alunos nas diversas disciplinas que estudam e que praticam um cálculo conhecido por 'peso', onde há variação no valor diferente entre certas matérias,  também nessa situação com o esporte, deveria usar-se tal metodologia, para não permitir que um trabalhador comum no país, seja colocado em plano inferior aos atletas.
   Lastimável é ver um grande número de pessoas se deixar levar pela exploração midiática, que explora sem limites o aspecto emocional/sentimental. E isto Freud explicaria com facilidade. É o famoso calcanhar de Aquiles da humanidade. E vemos isso ser praticado por muitos comunicadores/apresentadores de certos programas na televisão. Em geral as pessoas gostam do coitadinho.
   Mas num outro aspecto, um atleta que viveu sempre obscuro, mas que por um golpe de sorte, consegue alcançar um resultado altamente positivo numa determinada competição, a partir dali passa a ser um grande herói. E vai virar ícone eternamente, emitindo opiniões e conceitos para todos, mesmo não possuindo condições para tal. É isso o que acontece.
    Ora, devagar com a carruagem porque o santo é de barro, diz um ditado popular. Uma pessoa para alcançar um determinado grau na vida, deve ter mais do que um simples resultado favorável nela. E o nosso cotidiano nos mostra uma série de absurdos envolvendo certas celebridades. Passam ridículos, envolvem-se em imbróglios na polícia e na justiça, pagam mico através da imprensa. E vai por aí...
    Enfim, as Olimpíadas acabaram. Tudo correu muito bem. Os terroristas não causaram nenhum mal. Os resultados alcançados não chegaram a atender às expectativas dos responsáveis, mas a festa foi muito bonita sim e a população conseguiu esquecer seus problemas diários durante as competições Agora é voltar ao famoso feijão com arroz. 
    Daí que o nosso cotidiano voltará ao normal. Mas nada nessa terra é normal. Voltaremos, sim, a conviver com os absurdos. Mesmo que nos tenham prometido deixar certos legados, só os observaremos positivamente daqui um certo tempo. É aguardar para ver seus resultados.