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domingo, 10 de janeiro de 2016

VIVE-SE APRISIONADO À TECNOLOGIA DE UMA FORMA IMPERCEPTÍVEL

    Um dia desses vi uma reportagem na televisão, onde a matéria mostrava sobre os muitos acidentes e situações desagradáveis que o uso do  aparelho celular anda causando às pessoas no mundo. Inclusive mostrando a queda de uma mulher à beira de um lugar com água, causando-lhe a morte.
    Nestes tempos modernos, a impressão que se tem é a de que as pessoas são/estão realmente alienadas. E por vários e diversos motivos. E, claro, no uso desse aparelho isto fica muito bem comprovado. Porque muita gente não tem e nem faz noção dos riscos que corre ao usá-lo. E ao volante de um automóvel, então, nem se fala.
    Caramba, como é que pode, passar o tempo, e a humanidade avançar no aspecto tecnológico, mas paradoxalmente tem-se a impressão de que em termos pessoais as pessoas pararam no tempo ou, se bobear, voltaram nele. Porque é inconcebível acontecerem coisas e fatos nos dias de hoje, por parte dos humanos, com um aparato tecnológico às suas disposições.
    Um outro fator que se observa também com relação ao uso de aparelho celular, está a individualização. Sim, as pessoas estão voltadas, única e exclusivamente, para si mesmas. E é só observar numa condução, seja ela qual for, as pessoas estão ali de pescoço dobrado, operando o aparelho. Seja para navegar na internet ou até mesmo para jogarem através de algum aplicativo.
    Mas já há muita gente reclamando da falta de atenção de uns para outros. A conversa agora só se dá através desses tais de WhatsApp. É mensagem pra lá e pra cá, e olhe lá. As relações, de certa forma, estão se distanciando em termos físicos e pessoais. Isso são os tempos modernos, é claro.
    E pensar que tudo isso já estava previsto no século passado. Onde diziam que o robô (a máquina) ia dominar o mundo e as pessoas. E isto já está aí: concreta e definitivamente. Só que as pessoas mais novas e/ou jovens não têm a exata noção desse movimento. Estão aprisionadas à tecnologia, de uma forma profunda, onde tudo isso as transforma em meros coadjuvantes do meio onde vivem.

sábado, 9 de janeiro de 2016

O AVANÇO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS

     Não é uma questão de prestígio, mas de praticidade, não ter a necessidade de  ir com frequência a uma agência bancária. Tampouco por não possuir nenhum dinheiro. Claro que não nado nele, mas o tenho em quantidade suficiente para cobrir meus encargos e despesas.
    Mas ontem fui numa delas. E lógico que foi naquela onde mantenho uma conta corrente. Daí que logo cedo dirigi-me para lá, com o fim de resolver umas pendengas financeiras não muito importantes. Coisa corriqueira.
    Foi aí que cheguei a espantar-me com o que vi. Apesar de início de mês, mas mesmo assim quase não havia cliente àquela hora. E também verifiquei que só havia dois caixas atendendo. Coisa totalmente fora do normal, daquela que assistimos há algum tempo atrás.
    Pode-se atribuir isso à modernidade. Sabemos que a tecnologia a cada dia alcance níveis surpreendentes, deixando as pessoas com mais idade, de queixo caído, pelas práticas modernas que desenvolvem. Mas que também não chega a ser uma coisa surpreendente e infalível, porque quando o sistema "si fora do ar", aí não em jeito, ninguém resolve coisa alguma nesse período.
     Óbvio é que tal situação possui dois prismas para observação. Um positivo e outro negativo. No primeiro caso, as agilidades e facilidades com as quais podemos contar, são extraordinárias. Hoje em dia, até de casa, através de um computador ou smartphone podemos movimentar nossa conta, realizando várias operações financeiras. Coisa que há vinte ou trinta anos atrás, nem sonharíamos com isso.
     E sob o prisma negativo, está a perda do emprego do bancário. O número de empregados que uma agência possui, hoje, não passa nem perto daquele a qual possuía naquele período acima já citado. E é aí que tudo muda de forma e de figura. Porque o campo de trabalho das pessoas vai diminuindo, numa razão inversa àquela onde a tecnologia avança.
     Mas isso são as coisas da vida. Em outras crônicas, já abordei a respeito dos paradoxos dessa vida. E não há como escapar deles.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

FAMÍLIA: UMA PROPRIEDADE DE ALTA COMPLEXIDADE

  As crônicas que publico neste blog são reproduzidas num site chamado "Recanto das Letras". Lá é um amontoado de trabalhos literários, de todas as linhas. Coisas até que eu nem sabia existirem. E nem me perguntem como fui para lá, fazendo parte do rol de produtores literários que lá publicam seus trabalhos.
     É interessante, porque convivemos com muita gente. E aí é que se vê a variedade de produções, consciências e visões do mundo e da vida. E para as pessoas que produzem qualquer tipo de literatura, requer, pelo menos, possuir um certo grau de sensibilidade com as coisas que acontecem nessa vida.
     Um outro fato interessante é que lá somos todos escritores e leitores. Simultaneamente. Porque ao mesmo tempo que publicamos nossos trabalhos, também lemos os trabalhos alheios, de todos os que lá estão.
     Uma das autoras, Ana Lúcia N. Paiva, publicou uma crônica com o nome de "A arte de viver em família". E apesar da sinteticidade do texto, coloca algumas nuances que estão nessa relação familiar.
     E se fosse comentar tal texto, acrescentaria ao termo "Arte", algo assim como: desafio. Porque uma família, seja ela qual for, possui uma gama de situações que nos provoca verdadeiro exercício desafiador, sim, para se viver nela.
     E se a família for bastante numerosa, como acontecia às nordestinas, há algumas décadas atrás, cujos casais possuíam muitos filhos, alguns até ultrapassando uma dezena deles, promove com isso uma complexidade impressionante. A começar pelas muitas e diversas diferenças entre cada um de seus componentes.
     E  no caso dessas famílias, quase todas elas tiveram um mesmo acontecimento: a migração de seus componentes para as grandes cidades brasileiras. Principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. O que acabou gerando um certo distanciamento entre eles, tendo gente que nunca mais retornou ao seu torrão natal, bem como ao seio da própria família.
     O ruim disso é se constatar que as pessoas não se interessaram e nem se interessam em manter contato entre elas. Dando início às suas próprias famílias, cortando o vínculo consanguíneo e sentimental entre as partes. E isso não é um fator positivo. Até muito pelo contrário.
     E posso pegar a minha própria situação particular e falar a respeito. Porque meus pais, ambos oriundos do nordeste brasileiro, ao se casarem, de imediato abandonaram suas regiões e vieram para o Rio de Janeiro no início da década de 1950.
     Apenas com um pequeno diferencial entre as demais famílias, é que meus pais mantiveram o vínculo com as suas origens. E mesmo que periodicamente, ambos, juntos ou separados, de tempos em tempos retornavam à cidade onde nasceram, mantendo um certo nível de relação com alguns que por lá permaneceram.
     Os meus pais tiveram cada um cerca de sete ou oito irmãos. E eu nem tive a oportunidade e também a possibilidade de conhecê-los a todos, só a alguns deles. E isso é um fator frustrante, principalmente para aqueles que dão valor a isso. Ou seja: valorizam suas origens. O que também não é lá observado por muitos. Uma pena.
     E é assim a vida. Quantos de nós temos parentes aos quais nunca vimos? Eu por exemplo, ainda consegui conhecer quatro dos irmãos maternos e dois do paterno. E tenho e sinto uma relação muito positiva nisso porque da minha extensa família, sou, com certeza, o componente que mais conhece membros dela. Possuindo primos já em quarto grau,
     Mas infelizmente, hoje em dia tenho raros contatos com grande parte dos parentes. Por algumas razões. Uma delas é a distância entre nós. Mas também se inclua aí as diferenças pessoais, culturais, financeira/econômicas e profissionais/intelectuais. Todas essas propriedades influem, positiva e negativamente nessas relações. Infelizmente, repita-se.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

E QUEM É QUE QUER UMA "BOQUINHA" AÍ?

     A atual situação que se apresenta em nosso país, abrangendo tudo o que se refere ao âmbito público brasileiro, já seria motivo suficiente para mudar a consciência e a conscientização do povo - mesmo que parte dele - no que tange a querer ingressar no serviço público, o que é quase que uma obsessão por parte de muitos, quiçá de todos, que realizam essa proposta.
    O grau de degradação que alcançou, no aspecto da baixa qualidade profissional e salarial, já seriam fatores primordiais na mudança dessa vontade crônica de fazer parte do mesmo. E isso já vem de longa data, mas agravando-se com o correr do tempo, culminando com um certo recrudescimento nesses últimos tempos. 
     É muito conhecida a proposta daqueles que se propõem  a entrar para tal tipo de serviço, e quase ninguém a esconde, quando visam, única e exclusivamente, garantir a estabilidade no cargo. Haja vista que a condição de estatutário, beneficia a quem dele faz parte, diferentemente dos empregados nas áreas privadas, que mesmo protegidos pela Constituição das Leis do Trabalho, CLT, podem ser demitidos do serviço com mais facilidade do que aqueles.
     No entanto, como é bem conhecido por todos, essas garantias são ínfimas porque, em geral, os salários não chegam a atender a expectativa dos que nele adentram, bem como as condições de trabalho não são, assim, tão positivas quanto o esperado. Pelo menos é o que se vê nas manifestações públicas deles.
     Mas existem muitos fatores a serem analisados. E o primeiro deles é no tocante à responsabilidade de cada um no reflexo negativo que a baixa qualidade dos serviços prestados à população, em quase todos as áreas e setores, provoca o desagrado e até a revolta desta.
     Se indagados a respeito da responsabilidade individual do servidor no trabalho e nessa baixa qualidade oferecida à população, nenhum deles assume ou assumirá sua parcela de culpa. Transferindo-a quase que imediata e totalmente para o Presidente da República, aos Governadores de Estado e aos Prefeitos das cidades.
     Então, do que se tem observado, a situação no país, no que se refere à área pública, alcançou um nível tão ruim, em todos os sentidos, que não faz sentido uma pessoa querer fazer parte desse universo, quando a contra partida que lhe será oferecida, foge àquilo a que o servidor busca, conta e espera.
     Mas ultimamente existe um procedimento nessa área, que é a da terceirização. E aí vê-se muitas coisas cabulosas. E a primeira delas é com relação aos salários que são oferecidos àqueles que adentram à mesma. São inferiores aos que se encontram lá, concursados. Bem como anda apresentando muitos problemas com relação à corrupção.
     Enfim, o nosso país mudou muito nesse aspecto. Mas para pior. E muitos atribuem à gestão petista, no caso. Porque os escândalos políticos, financeiros e administrativos saíram do controle. E o que mais se vê, ouve e lê, não necessariamente nessa ordem, na imprensa, é de estarrecer e amofinar a qualquer um. 
        

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

NAVEGANDO PELA VIDA VIRTUAL

     A Internet foi uma das coisas mais extraordinárias que o homem criou. E a princípio nem se destinava ao fim que hoje estamos acostumados. Dos males o menor. Daí que rola de tudo nela. Do bem e do mal, mas também do bom e do ruim. E aí cabe a nós, individualmente, aprendermos ou sabermos filtrar tais condições.
     Do que observo, sob o meu particular observatório, penso que a maior parte dos internautas não possui a exata noção da profundidade dessa rede mundial. Porque o uso que fazem não pode ser considerado de muita utilidade. E aqui se refere ao uso das redes sociais. Mas tudo é assim mesmo. Configura, no caso do brasileiro em especial, que ele ainda não alcançou o devido e merecido grau de desenvolvimento, se comparado com outros países.
      Óbvio é que deve se tomar muito cuidado em analisar certas coisas que são veiculadas na rede. Porque, como diz a sabedoria popular, tal propriedade pode ser considerada uma "faca de dois gumes". E todos sabem, exatamente, o que isso quer dizer.
      Então, observa-se também um auto grau de explorações: mental, sentimental, religiosa, dentre outras. Leva a lembrança daquela outra afirmação popular que diz: "puxar a brasa para a sardinha". Porque todo mundo que publica uma certa matéria, o faz apelando para as suas próprias convicções, digamos.
      É para se preocupar, sim. Porque tudo o que rola na rede, deve ser muito bem analisado pelo internauta. Já que vemos certas matérias que podem representar perigo. Uma delas, por exemplo, tem a ver com milagres produzidos por certos tratamentos através de produtos ou substâncias. Um exemplo é o das ervas medicinais.   
      Outro, é o uso de determinado alimento. E aí afirmam ser isso ou aqui é fundamental na saúde de uma pessoa. Aí acentuam-se sobre o ovo, o pepino, o brócolis. E por aí vai. Só sendo muto ingênuo para acreditar em tais coisas.
      E na área política, também rola muita coisa denegrindo pessoas. E no caso da D. Dilma e seu partido político, o PT, há uma carga muito pesada de críticas. Mesmo que saibamos que ambos não corresponderam às expectativas que nos apresentaram. Mas há a necessidade de se prestar muita atenção a esse tipo de exploração.
      Por fim, é não se deixar levar pelas mensagens excessivamente de cunho positivo que corre na rede. Porque tudo tem limites. E não há positivamente nenhum método que possa garantir a todos que tenham uma vida futurosa, seguindo-se esse ou aquele caminho. A vida é do jeito que é. Só restando a nós mesmos a escolha do que nos será melhor. Que não deixemos nos levar por nada que possa nos trazer infortúnio. Seja quais forem.
      É ficar ligado em tudo e em todos, para saber fazer a escolha do que queremos em nossas vidas. Pode parecer fácil, mas não é. O resto, vem a reboque. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ATÉ QUANDO?

     Nós, os seres humanos, mesmo com a propriedade única e exclusiva da inteligência. deixamos a desejar bastante nessa vida. Mas claro que isso não é de percepção fácil para a maior parte das pessoas. E tudo fica muito claro em nosso cotidiano, com o excesso de mazelas que produzimos em nosso dia a dia.
    E Shakespeare é que foi muito eficiente quando lançou ao mundo a famosa afirmação: "Há mais mistérios entre o Céu e a Terra, do que imagina a nossa vã filosofia". E há uma tremenda obviedade nessa afirmação, que surpreende pelo fato de sua capacidade em percebê-la e senti-la. Daí o fator extraordinário na expressão.
    Porque não há como se explicar muitas das coisas que acontecem no mundo e na vida de todos. Por mais que uma pessoa possa ser dominadora de suas ações, mesmo assim não conseguirá evitar algumas delas, que lhe trarão surpresas e dissabores.
    A pressão a qual a humanidade tem sido colocada, desnorteia muita gente. Mas em nosso país a situação chegou ao extremo do limite. Não está havendo a menor condição da população brasileira aguentar mais solavancos. A desonestidade chegou ao clímax, a ponto de se correr risco de muita gente no serviço público, não receber suas remunerações, normalmente.
    No Rio de Janeiro, o funcionalismo estadual já está passando por isso, onde já há atraso no pagamento dele. E o Governador diz que anda fazendo malabarismos para realizá-lo. A ponto de recorrer a empréstimos junto aos bancos.
    O que espanta, é que existem vários órgãos fiscalizadores das ações dos agentes públicos. E não é porque é um Governador, que poderá fazer o que quer. E a conversa de dizer que está em situação financeira ruim não cola. Porque a população anda recolhendo e pagando suas taxas, tributos e que tais.
    Mas aí é que se deve exigir a atuação desses órgãos oficiais de fiscalização dos agentes públicos. As Coordenadorias, Ouvidorias, Procuradorias deveriam manter-se ativas, desde o início de uma provável crise financeira, interferindo nisto logo no início. E com, no mínimo, duas finalidades:  A primeira é evitar as más ações de quaisquer dos agentes públicos no desempenho profissional; A segunda é garantir à população que nada de ruim possa acontecer à ela, derivada dessas más ações desses agentes incompetentes ou desonestos.
    Infelizmente o nosso país possui duas propriedades que a cada dia se acentuam mais em suas ações: a corrupção e a impunidade. E pelo que parece, não está havendo preocupação de muitos, no sentido de buscar, se não eliminar ambas, pelo menos colocá-las em níveis baixos ou desconsiderados. O que melhoraria profundamente tudo em nosso querido Brasil.
    E não se precisa ser especialista em coisa nenhuma para deduzir que a crise financeira no Rio de Janeiro, Estado e Município, derivam de desvios de verba para serem empregados, tanto nas obras da Copa do Mundo de 2014, quanto na realização das Olimpíadas de 2016. A ponto da saúde e a educação fluminense caírem a um nível estarrecedor. Só não viu e nem vê isso, quem não quer. Ou for cego.
    Mas o que dói, é saber que eles buscam enganar a população, inventando coisas do tipo: "Legado". Afirmando que tais empreendimentos e investimentos deixarão situações de melhoria e conforto para a população local. Puro embuste. Ou engôdo. É só lembrar das mesmas situações da Rio 1992 e do Panamericano 2007. Tristes lembranças.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O JEITINHO BRASILEIRO QUE NÃO LEVA NINGUÉM A LUGAR NENHUM.

    Ontem, Domingo, fui à feira pela manha. Num horário nem muito cedo e nem muito tarde. Intencionado a comprar frutas e legumes. Coisa pouca. Mas confesso que fiquei espantado com duas coisas: as qualidades das mercadorias, abaixo do esperado. Talvez por ser uma feira ainda nos restinhos das festas natalinas. E também pelos preços que estavam sendo cobrados pelos feirantes. Eu os achei um tanto quanto elevados.
   Dai que tirei uma conclusão: como o ano é novo, tudo deve ser novo, também. Principalmente os preços das mercadorias. Isto porquê é uma oportunidade para se aproveitar. A mudança de um ano para outro. E nós brasileiros, somos muito conhecidos pelo famoso "jeitinho".
    Isso prova que grande parte das mazelas que se dão nesse país,  nada tem a ver com a competência ou incompetência do poder público. Mas sim pela cretinice de muitos, que não perdem nenhuma oportunidade para se locupletar do alheio. Ou do semelhante, o que dá no mesmo.
    Ora, se os malandros têm a oportunidade de dar uma pernada no povo, por quê não dá-la, não é? A coisa sempre funcionou assim nesse país. Mas aí quase todo mundo coloca a culpa no Governo. O que não representa a essência da questão. E olhe que não tenho nenhuma simpatia pela D. Dilma, bem como com todos os que estão aí na gestão pública do país.
    O que funciona aqui é aquela famosa situação: farinha pouca, meu pirão primeiro. Daí que muita coisa se altera, mas não é de cima para baixo, não. É, sim, ao contrário, é o próprio povo dando tiro no próprio pé. Portanto, as mazelas são promovidas e provocadas pelo tal de povão.
     Mas voltando à feira, quero relatar um novo golpe que está sendo usado pelos feirantes. Pelo menos por alguns deles, digamos. Quero relatar um fato que se deu comigo, mas que se dá e dará com todos na feira, principalmente com os incautos e distraídos.
    Ao me aproximar de uma barraca onde vendia pêssegos, olhei a grosso modo para o cartaz com o preço dos mesmos, vendo um determinado valor, que até achei bem acessível. Escolhi os que queria levar e pedi ao barraqueiro para pesar. Qual não foi o espanto, quando ele disse-me que havia ali um quilo certo e custava o dobro do preço que constava no cartaz sobre o produto. Foi então que li o mesmo de novo. Estava ali descrito que o valor correspondia a meio quilo do produto, não a um quilo, como costumeiramente. Ou era, no caso.
    Ou seja: é mais uma manobra dos espertos em querer ludibriar o povão. Porque quase ninguém está fixado na observação, ou melhor, na diferença do peso de um quilo para meio, como não é comum acontecer.
    Enfim, muita gente, por não querer passar vergonha em recusar o golpe, acaba sendo ludibriada e vilipendiada por essa gente medíocre, desonesta e infeliz. Com o agravante do seguinte: fazem o capeta para enganar o próximo, mas não saem da merda, continuando com suas vidinhas medíocres e desinteressante.
    E isso é o nosso país, o Brasil. Uma terra estupenda, possuidora de todos os recursos que estão espalhados pelo mundo, onde muitos outros países não possuem o nosso potencial. Mas que também tem um povo chinfrim, que não evolui de jeito nenhum. E, talvez, seja por isso que a coisa é do jeito que é. Temos o pior Congresso Nacional do mundo, onde boa parte de seus componentes são criminosos, dando a nos entender que são os exemplos para o restante do povão.
   

domingo, 3 de janeiro de 2016

E SÓ TEMOS ESSE BARRO QUE ESTÁ AÍ, PARA TRABALHAR COM ELE.

    E já estamos no ano de 2016. Este é um ano eleitoral, no plano municipal, onde os eleitores elegerão o prefeito da cidade e os respectivos vereadores.
    Mas como seria bom se as pessoas caíssem na real, deixando de votar nos mesmos. Gente viciada em concorrer aos cargos executivo e legislativos, com uma sede profunda, fazendo o diabo para se elegerem.
    Também seria necessário que todos procurassem filtrar esses candidatos de uma forma muito profunda, eliminando os que são parentes dos que já são eleitos.
     Seria melhor ainda se não votassem em candidatos que prometem vantagens a essa ou aquela classe definida. Nunca votar nessa gente.
     Aqueles que possuem centros sociais, e que prometem atendimento médico, emprego ou seja lá o que for, burlando a lei e se aproveitando dessas circunstâncias para engabelar o eleitor.
     É importante não se deixar levar por conversas fiadas. Os políticos brasileiros possuem uma propriedade especial que consiste falar tudo o  que o povo quer ouvir. Mas quando eleitos, fazem tudo diferente. E nada que beneficie a população.
     Também faz-se necessário prestar atenção nos candidatos, principalmente em verificar suas condições técnicas. Não votar em candidatos bem falantes e simpáticos, mas que nunca trabalharam em suas vidas. Porque política não é profissão de ninguém.
      Seria bom lembrar do Sr. César Maia, que introduziu na política carioca e fluminense uma quantidade de pessoas sem nenhum preparo para exercer cargos públicos. Essa gente nunca havia trabalhado em lugar algum, sendo de origem de família abastada, sem nenhuma condição de se preocupar com as reais necessidades da população.E pior: estão aí nos causando um estrago danado.
      Infelizmente o nosso país está mal de políticos. É uma gente que só pensa em se locupletar do erário, contando com a corrupção e a impunidade. E mesmo que alguém possa contra argumentar a respeito, dizendo que agora a justiça anda pegando essa gente, é bom lembrar que as leis que estão aí, foram desenvolvidas por esses mesmos políticos. E que eles não seriam bobos de criar alguma que os pudesse penalizar de forma pesada.
      Mas não se pode perder a esperança em ver um país melhor. A dificuldade de isso acontecer, consiste no baixo nível da educação no país. Onde os que estão aí se formando, não alcançarão um nível que possa garantir que eles se tornem profissionais de primeira linha. Dá a impressão de que estamos num tremendo círculo vicioso.
      Então, lembra um velho aforismo: "Se correr o bicho pega; se ficar, o bicho come." E nem temos chance para escolher uma terceira opção. Infelizmente.

*Em tempo: A população brasileira vive a reclamar de tudo e de todos. Principalmente dos políticos. Acontece que nenhum deles está lá por conta própria. Foram eleitos por essa mesma população. Daí que é uma tremenda de uma desfaçatez as pessoas reclamarem deles, quando são elas que votam sempre nos mesmos. E fim.

sábado, 2 de janeiro de 2016

A VIDA PRA SE VIVER

     O mundo anda difícil! Oras, esta é uma afirmação simples. Porque sabe-se muito bem das complexidades que o envolvem. E a primeira delas tem a ver com a humanidade que nele existe, reside e vive.
     Dizem que Freud disse que o ser humano é tendencioso para o mal. E nem vou querer entrar em detalhe se é ou não verdade isso E também se é autêntica tal teoria. Porque qualquer um de nós, viventes desse mundo e desse planeta, sabe muito bem como são as coisas.
     De pessoa para pessoa existem diferenças ilimitadas. De cores, teores, sabores, odores, formas, seja lá o que mais possamos imaginar. Daí que tudo isso é suficiente para que cada um de nós se coloque num ponto exato para saber, ver, pensar, agir e imaginar um mundo extenso de nuances a serem verificadas no nosso comportamento e convívio.
     E como seria bom se todos buscassem entender o porquê de tanta diferença entre nós. De repente, tudo ficaria mais fácil de compreender. Mas não é assim e bem o sabemos. Porque nesta vida é como se fôssemos, todos, um agricultor. E nisso, também sabemos que colhe-se o que se planta. E não há do que fugir disso. Queiramos ou não.
     Daí que se plantamos amor, colheremos amor. E assim segue a vida. Mas nem todo mundo está plantando alguma coisa. Mesmo que não seja algo bom e positivo. Há muita gente no mundo que não planta nada. Da mesma forma que existem aqueles que plantam o terror. E não é só os terroristas, não. É, sim, todo aquele que não quer seguir pelo bom caminho, buscando agir pelas sombras e escuridão.
     Então, como é que pode, um ser inteligente como o humano, não ter a devida percepção das coisas erradas que faz e comete? É perversão? Ignorância? Estupidez? Seja lá o que for, tem que saber do mal que produz ao mundo e à humanidade. Esta deve ser uma ação imperativa. Porque só assim perceberá a sua capacidade de criar os descalabros que vemos nesse nosso cotidiano.
     Mas isso tudo é de uma complexidade muito maior daquilo que podemos entender. Porque aceitar, não o faremos nunca. A dor é muito forte. E todos já não andam mais suportando isso. Está doendo demais. E podíamos viver muito melhores do que estamos fazendo. O progresso nos criou e cria muitas facilidades, dando-nos condições de vivermos muito melhor do que se vivia em tempos atrás. Mas não. A Opção de uma grande parte de gente é criar o horror na vida.
     Então, para alguém que como eu, já alcançou a terceira idade, não é difícil de tentar e buscar passar aos mais jovens as condições que eles precisam para viverem bem, sem os grandes riscos que andam correndo nesses tempos atuais.
Aculturem-se, profissionalizem-se, conscientizem-se, para que possam ver, ouvir, saber e entender o que é melhor para suas vidas e a de todos. Porque não se pode ser feliz, quando se vê e se sente a infelicidade ao lado, no outro. Deverá haver o equilíbrio nessas e em todas as situações que se nos apresentem. Enfim, pense. E aja. Sempre dentro daquilo que o mundo quer e espera. Isso é a vida.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

RESPEITO, É O QUE ANDA FALTANDO NA HUMANIDADE!

     De volta!
    Sim, depois de dois meses afastado deste espaço, foi o tempo suficiente para muita reflexão. E pegando carona numa fábula que conta a história de um homem que diariamente pregava numa determinada praça de alguma cidade do mundo, eis que volta-se às propostas de responsabilidade com a vida e com o mundo.
     E mesmo que alguém o alertasse para a indiferença das pessoas que por ali passavam, sendo-lhe sugerido que parasse com tais pregações, ele calmamente retrucava que não poderia deixar de fazê-lo. Pelo simples motivo: se o fizesse, não era ele que mudaria as pessoas, mas sim, elas, é que o conseguiriam mudar. Mas sem ter tais pretensões, apegar-me-ei, apenas, à necessidade de usar tal espaço como uma válvula de escape, da pressão extrema que o cotidiano coloca sobre nós nessa vida quase louca.
     Claro é que, a princípio, a minha decisão de retornar a este espaço, continuando, também, com as minhas manifestações em diversos planos, possa ser considerada uma pretensão e, até mesmo, uma presunção de que tenho tanto mérito para tal. Mas não é dessa forma que devo ser interpretado. Mas, sim, no aspecto da manutenção da consciência coletiva em buscar uma vida de acertos e práticas positivas para com a Humanidade.
    Infelizmente nesses nossos dias atuais, e com certeza doravante, a impressão que se tem é de que tudo irá piorar, em se tratando da convivência humana. Porque a própria Humanidade parece ter se desvirtuado da essência principal da sua existência: A vida.
     Não se está dando valor à ela. Pelo menos dentro daquele padrão necessário, onde possamos viver uma vida plena. De tranquilidade e felicidade. Sem percalços, atropelos, mas com bastante fraternidade entre todos. A ganância, a indiferença e a falta de amor entre as pessoas, está transformando o mundo num verdadeiro caos. E uma das coisas mais flagrantes e marcantes disso é a violência.
     Pode-se indagar o seguinte: Como é que pode, em pleno Século XXI, onde a tecnologia já alcançou um padrão muito mais acima do que se pode classificar como grau de excelência, o ser humano colocar-se diametralmente oposto a tanto progresso?
     E paradoxalmente, pode-se observar que esse mesmo avanço tecnológico, está enveredando para colocar em risco o próprio mundo em que vivemos. Haja vista que as mudanças climáticas motivadas por tantos inventos, anda causando um forte desequilíbrio na própria natureza.
     Mas também essas próprias benfeitorias desenvolvidas pelo humano, estão desagregando a sua própria raça. Fazendo-a se dispersar, diferentemente daquilo que seria melhor existir: a coesão. Onde uns ajudariam os outros em condições menos favoráveis. Mas o que se vê é exatamente o contrário. Poucos com muito e muitos com pouco ou quase nada. Isso forma um outro paradoxo.
     Enfim, sempre terá que existir alguém ou alguns que possam chamar a atenção de uns ou de todos para os desacertos nesse mundo. Afinal, para quê e por quê o ser humano se acha e se classifica como um ser inteligente?
     Poderíamos , aqui, aguardar tal resposta. Mas é querer exigir demais de todos. Apenas buscar-se-á que tenhamos certas ou muitas preocupações com tudo o que anda e está acontecendo no mundo e entre nós. Já passou da hora de se entender que nada disso deve ou poderá continuar acontecendo de forma esdrúxula, como está. Nós precisamos, sim, é de paz e de entendimento mútuo. Mas, também, de muito respeito entre todos.