
E a razão disso deu-se num episódio que assisti, envolvendo briga de patota. Onde um deles, por trás, deu uma pernada no outro, derrubando-o ao chão, fazendo-o bater a cabeça no asfalto, e até chovia nessa hora, e vi o sangue do rapaz misturar-se com a água da chuva no asfalto.
Nada que me transformasse num traumatizado. É que no ano seguinte, um amigo convidou-me para ir acampar. E isso era uma coisa até que eu achava fora de propósito. E pichava aqueles que o faziam, achando uma tremenda bobeira, tal prática. Mas mesmo assim topei o convite e fomos acampar naquele ano e carnaval (1974).
Desde então, por muitos anos, deixei de ver e participar de carnavais. Porque peguei o gosto por aquela prática, vendo aí um jeito de sair fora dessa muvuca que é o período de reinado de Momo, como se diz, então.

Enfim, nesses dias fico em casa, longe de quaisquer burburinhos carnavalescos, e até desanimado de sair, seja lápara onde for. Porque o tumulto está em todas as partes que se possa imaginar, daí a tranquilidade é quebrada, queiramos ou não. E até há possibilidade de se encontrar uma ocorrência trágica ou traumática, porque as pessoas nesses tempos atuais esqueceram de uma coisa: o respeito. A tudo e a todos.

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