
No entanto, há uma movimentação um tanto quanto dissimulada por parte de várias classes profissionais brasileiras, que estão se mobilizando para aproveitar o tal evento e a situação extraordinária do momento, para colocar a parte patronal contra a parede, pleiteando os aumentos que querem, bem como outras pretensões no plano profissional.
Algumas delas estão no âmbito público. As que atuam nas áreas de segurança pública, na saúde e nos transportes, o que é de vital importância para a regularidade do funcionamento da sociedade civil em nosso cotidiano.

De certa forma, tal iniciativa é mal vista. Isto porque dá a impressão do uso do oportunismo nessas situações. E dessa forma, com a dinheirama absurda gasta nesse evento, se somará mais desperdício financeiro com a confusão que se criará com a greve dessas atividades que apresentam suas pretensões em dissídio coletivo e não consigam o devido atendimento das partes patronais, tanto públicas quanto privadas.
A tudo isso só se pode atribuir a verdadeiro atraso de consciência do brasileiro em geral. Quando da ideia de se trazer a realização da Copa do Mundo para o Brasil em 2008, salvo erro, seria necessária a oposição imediata dessa ideia. E há um terrível agravante nisso. A FIFA havia determinado (ou sugerido, dá no mesmo) a existência de apenas oito cidades sedes. No entanto, alguns espertalhões decidiram, por suas contas e riscos, elevar para doze o número de cidades sedes. E aí, haja dinheiro para tanto e tais gastos.

Então, as dificuldades do cidadão no cotidiano já se perdeu as contas. Maus atendimentos na saúde pública, segurança altamente deficiente, educação pouco expressiva, transportes públicos altamente caóticos...e por aí vai. Mas acrescente-se nisso tudo um grau absurdo na corrupção.
Dessa forma, é deixar passar a realização da Copa do Mundo em nosso país para se ter a certeza - e concretização - das muitas mazelas nesse âmbito. E que nada irá mudar para melhor depois disso. Até pelo contrário. Por certo ficarão muitas contas a pagar e muito mais dinheiro terá que ser colocado em questão para cobri-las. E sabe quem vai pagar essas contas? Nós, os brasileiros.
É claro!
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